Ser de Luz

O Nosso Corpo é o Espelho da Nossa Vida.

Tudo começa na nossa consciência. Tudo o que nos acontece na vida e tudo que acontece com o nosso corpo começa por alguma coisa que aconteceu na nossa consciência.

A nossa consciência é quem nós somos, a nossa experiência de Ser.

Nós decidimos que ideias aceitar e quais rejeitar. Nós decidimos o que pensar e o que sentir. Quando estas decisões nos provocam resíduos de stress, experimentamos stress no nosso corpo físico. Nós sabemos que o stress cria sintomas. A pergunta interessante é: “Que tipo de stress cria cada sintoma?” Quando somos capazes de quantificar este processo, também somos capazes de ver o corpo como um mapa da consciência, relacionando sintomas específicos com o stress e com formas específicas de ser, da mesma maneira que foi possível associar o comportamento “Tipo A” a doenças do coração.

Tudo começa na tua Consciência

Para compreender este mapa, temos que começar por considerar o princípio de que a causa dos sintomas está no nosso interior. Tal como é verdade que os germes causam a doença e os acidentes causam feridas, também é verdade que isso acontece em consequência do que se está a passar na consciência da pessoa envolvida. Os germes estão por todo o lado. Porque é que algumas pessoas são afectadas e outras não? Porque algo diferente se passa nas suas consciências.

Porque é que há pacientes nos hospitais que respondem melhor aos tratamentos do que outros? Porque têm atitudes diferentes. Porque algo diferente se passa nas suas consciências.
Quando alguém se magoa num “acidente”, porque é que uma parte muito especifica do corpo é afectada, exactamente a parte do corpo que, habitualmente, tem problemas? Será isso um “acidente”, ou haverá um padrão e uma ordem na forma como as coisas acontecem no nosso corpo?

Tu és um ser de Energia

A nossa consciência, a nossa experiência de Ser, a pessoa que cada um de nós é realmente, é energia. Por agora, podemos chamar-lhe “Energia de Vida”. Esta energia não vive só no nosso cérebro, ela preenche todo o nosso corpo. A nossa consciência está ligada a todas as células do nosso corpo. Através da nossa consciência, podemos comunicar com todos os nossos órgãos e tecidos. Inúmeras terapias se baseiam nesta comunicação com os órgãos que foram afectados por algum tipo de sintoma ou desordem.

Esta energia, que é a nossa consciência e que reflecte o nosso estado de consciência, pode ser medida através do processo conhecido como fotografia Kirlian. Quando se tira uma fotografia Kirlian à nossa mão, ela mostra um certo padrão de energia. Se tirarmos uma segunda fotografia Kirlian enquanto imaginamos que estamos a enviar amor e energia a alguém que conhecemos, aparecerá um padrão diferente de energia na fotografia. Assim, podemos ver que uma mudança na nossa consciência cria uma mudança no nosso campo energético que está a ser fotografado e ao qual nós chamamos aura. Este campo energético que nos é mostrado pela fotografia Kirlian já foi quantificado. Desta forma, quando há “buracos” em partes específicas deste campo energético, diz-se que estes correspondem a certas fraquezas em partes específicas do nosso corpo físico. O interessante é que a parte debilitada aparece no campo energético ainda antes de surgir qualquer evidência a nível fisico.

Temos, assim, uma interessante manifestação de energia que nos é mostrada através do que acabámos de descrever.

1. Uma mudança de consciência cria uma mudança no campo energético.
2. Uma mudança no corpo energético acontece antes da mudança no corpo físico.

Consciência – 1 – > Campo Energético – 2 – > Corpo Físico

Quando nós olhamos para as coisas desta maneira, vemos que não é o corpo físico a criar o campo energético, a aura, mas antes a aura, ou o campo energético, a criar o corpo físico. O que nós vemos como corpo físico é o resultado final de um processo que se inicia na consciência.

Cada um cria a sua própria realidade

Quando alguém toma uma decisão que lhe provoca stress, cria um bloqueio no campo energético suficientemente intenso para provocar um sintoma a nível físico.
Através de uma certa linguagem, o sintoma reflecte a ideia de que cada um de nós cria a sua própria realidade. Quando o sintoma é descrito sob este ponto de vista, o seu significado metafórico torna-se evidente. Então, em vez de dizer: “Eu não consigo ver” a pessoa deveria dizer: “Eu retraio-me de ver alguma coisa”; se não consegue andar, a pessoa deveria dizer: “Eu tenho-me retraído de avançar para alguma coisa”, e assim sucessivamente. Temos de compreender que não existem acidentes nem coincidências. As coisas acontecem de acordo com um padrão e uma ordem.

O sistema direccional humano

Podemos dizer que temos um sistema-guia interior, uma ligação ao nosso Eu superior, ao nosso Ser Interior, ou qualquer outro nome que queiramos dar a esta Inteligência Superior. Este sistema-guia interior funciona através daquilo a que chamamos “a nossa intuição”, ou “o nosso instinto”. Fala uma linguagem muito simples. Ou faz com que nos sintamos bem, ou não faz. Tudo o resto é irrelevante.

Dizem-nos que devemos guiar-nos pelo que nos faz sentir bem, e não fazer aquilo que não nos faz sentir bem. Dizem-nos para confiar nessa voz interior. Quando não seguimos esta voz interior, sentimos tensão. Sentimo-nos não-bem. Então, essa voz tem de falar mais alto. O nível seguinte de comunicação é através das emoções: à medida que nós avançamos mais e mais na direcção em que nos sentimos não-bem, experimentamos cada vez mais emoções que nos fazem sentir não-bem e, a certa altura, podemos dizer: “Eu devia ter-me ouvido quando pensei ir noutra direcção”.
Isto quer dizer que ouvimos a nossa voz interior. Porque se não, não poderíamos dizer: “Eu devia ter-me ouvido”. Se, a seguir, tomamos uma decisão que sabemos que é a certa para nós e mudamos de direcção, há uma libertação de tensão, nós sentimo-nos melhor e sabemos que estamos no caminho certo.

Se continuarmos a movimentar-nos na direcção que nos faz sentir não-bem, a comunicação chega ao nível físico. Nós criamos um sintoma, e o sintoma fala uma linguagem que reflecte a ideia de cada um de nós cria a sua própria realidade. Quando descrevemos o sintoma sob este ponto de vista, podemos compreender a mensagem.

Se nós mudarmos a nossa maneira de ser, recebemos a nova mensagem e o sintoma deixa de ter razão de ser. É possível libertarmo-nos, de acordo com o que nos permitimos acreditar ser possível.

Se nós criámos o sintoma por causa de uma decisão que tomámos, também somos capazes de o libertar com uma nova decisão.
Por hipótese, imaginemos que alguém toma a decisão de que não é boa ideia expressar o que quer. A partir daí, sempre que há algo que essa pessoa quer, ela retrai-se de o exprimir e, portanto, de o atingir e a pessoa começa a sentir-se cada vez menos bem, visto que se retrai de obter o que quer.
A tensão cresce e a pessoa começa a sentir-se cada vez pior à medida que se coíbe de expressar aquilo que quer obter. Eventualmente, acontece algo que cria um sintoma a nível físico e o braço direito dessa pessoa é afectado. Pode ser provocado por uma queda de um escadote ou por um acidente de automóvel, ou um torcicolo num nervo no pescoço ou “adormecer numa corrente de ar”.
Nós causamos a nós próprios literalmente aquilo que fazemos a nós próprios figurativamente.

O efeito é que essa pessoa não consegue mexer o seu braço. Ela está a coibir-se de alcançar alguma coisa e, uma vez que se trata do braço direito, o lado da “vontade” do corpo, quer dizer que essa pessoa se retrai de alcançar ou ir atrás daquilo que quer. A pessoa dá a si própria razões para acreditar que não consegue atingir aquilo que quer.
Quando começarmos a fazer algo diferente na nossa consciência, notaremos que algo diferente começa a acontecer com o nosso braço e que o sintoma pode ser libertado.

Os Chakras e o Mapa

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Para entender o Mapa da Consciência que o corpo representa, podemos observar algumas antigas tradições hindus que, desde há milhares de anos, estudam a consciência e usam a linguagem dos chakras.
Chakra é uma palavra sânscrita e que quer dizer “Roda” ou “Vórtice”, porque é o que parece quando o vemos. Cada chakra é como uma bola de energia que interpenetra o corpo físico, da mesma maneira que um corpo magnético pode interpenetrar o corpo físico.

Os chakras não são físicos. Eles são aspectos da consciência tal como as auras são aspectos de consciência. Os chakras são mais densos do que as auras, mas não tão densos como o corpo físico. Interagem com o corpo físico através de dois grandes veículos: o sistema endócrino e o sistema nervoso. Cada um dos sete chakras está associado a uma das sete glândulas endócrinas e também a um grupo particular de nervos chamado Plexo. Assim, cada chakra pode ser associado a partes e funções específicas do corpo controladas por esse plexo ou à glândula endócrina associada a cada chakra.
A nossa consciência, a nossa experiência de ser, representa tudo aquilo que podemos experimentar. Todos os nossos sentidos, todas as nossas percepções, todos os nossos possíveis estados de consciência podem ser divididos em sete categorias e cada categoria pode ser associada a um chakra específico.

Assim, os chakras não só representam partes do nosso corpo físico, como também partes específicas da nossa consciência. Quando sentimos tensão na nossa consciência, sentimo-la no chakra associado à parte da nossa consciência que está stressada e nas partes do nosso corpo físico associadas a esse chakra. O sítio onde sentimos o stress depende, portanto, do que nos causa o stress. Quando alguém sai magoado de um relacionamento, sente-o no seu coração. Quando alguém está enervado, as suas pernas tremem e a sua bexiga torna-se fraca.
Quando há tensão numa zona particular da nossa consciência e, portanto, no chakra respectivo, a tensão é detectada pelos nervos do plexo associado a esse chakra e comunicada às partes do corpo controladas por esse plexo. Quando a tensão se mantém durante algum tempo, ou atinge um certo grau de intensidade, a pessoa cria um sintoma no plano físico. Uma vez mais, o sintoma serviu para, através do corpo, comunicar à pessoa o que tem andado a fazer a si própria ao nível da consciência. Quando a pessoa alterar a sua maneira de ser, liberta o sintoma e pode voltar a sentir-se no seu estado natural de equilíbrio e saúde.

Lendo o Mapa

Quando lemos o corpo como um Mapa da Consciência Interior, trabalhamos com a ideia de que as tensões no corpo representam tensões na consciência da pessoa relacionadas com o que ela estava a passar na sua vida, no momento em que o sintoma se desenvolveu. A pessoa estava a sentir stress acerca de algo que aconteceu na sua vida naquele momento.

Examinemos o mapa da consciência que os chakras providenciam, de maneira a compreender a linguagem dos sintomas que estão associados a cada chakra. De forma a completar este mapa, também temos de olhar para nós próprios como uma polaridade de Yin e Yang, características femininas e masculinas.

Para a maior parte das pessoas, as destras, o seu lado direito é o lado Yang, o lado masculino, da vontade e da acção. O seu lado esquerdo é o lado Yin, o lado feminino, o lado dos sentimentos. Para aqueles nascidos canhotos, esta polaridade é invertida. Assim, se para um destro, a perna direita pode ser descrita como a sua perna da vontade, ou a perna masculina, ou os alicerces da sua vontade, para uma pessoa canhota, será a perna esquerda a sua perna da vontade, a perna masculina e assim sucessivamente. Desta forma, também podemos falar do braço da vontade ou do olho da vontade ou, ainda, da narina da vontade, ou seja, o lado em que se localiza, dependerá da pessoa ser destra ou canhota à nascença.

Cada chakra é energia que vibra a uma certa frequência, numa sequência lógica e ordenada de sete vibrações. À medida que subimos na escala, os elementos tornam-se cada vez mais subtis, movimentando-se através dos cinco elementos físicos: terra, água, fogo, ar e o éter, para os elementos espirituais do som interior e luz interior. O elemento mais pesado está em baixo e o mais leve em cima. É uma sequência lógica e ordenada.

As cores do espectro solar também representam uma série de sete vibrações numa sequência lógica e ordenada, tal como a escala das notas musicais. Assim, podemos pôr as vibrações mais densas ou a onda sonora mais comprida em baixo e as mais leves em cima, e uma cor específica pode ser utilizada para representar cada chakra no seu estado natural, tal como uma nota musical particular. A música tocada numa certa nota faz vibrar um chakra específico e nós sentimo-nos de uma forma especial quando ouvimos essa música. A nossa relação com uma certa cor diz-nos algo sobre a nossa relação com a parte da consciência que essa cor representa.

O Chakra Raíz está associado às partes da nossa consciência referentes à segurança, sobrevivência e confiança. Para a maior parte das pessoas, este chakra relaciona-se com as partes de consciência relativas ao dinheiro, casa e trabalho. Quando este chakra se encontra no seu estado natural, a pessoa sente-se segura, consegue estar presente no aqui e agora, e sentir-se enraizada. Quando existe uma tensão neste chakra, é vivida como insegurança ou medo. Quando há ainda mais tensão, esta é vivida como uma ameaça à sobrevivência.

As partes do corpo controladas pelo Plexo Sacro e por este chakra incluem o esqueleto, as pernas, e o sistema excretor. Sintomas nestas partes do corpo representam tensões ao nível do Chakra Raíz, o que quer dizer que a pessoa está a ver o mundo através de um filtro perceptivo de insegurança ou medo. As glândulas supra-renais também estão associadas a este chakra.

Se uma perna é afectada, podemos ver se é a perna masculina ou a feminina, e se tem alguma coisa a ver com ter confiança num homem ou numa mulher. Também podemos ver se tem alguma coisa a ver com a confiança na vontade, ou mesmo com aspectos de confiança na estrutura do ser emocional, relacionados com o que se estava a passar na vida da pessoa na altura em que se desenvolveu o sintoma.

O sentido físico relacionado com este chakra é o olfacto, portanto, o órgão do sentido do olfacto, o nariz, está associado ao Chakra Raíz – Sintomas ao nível do nariz, ou que afectem o sentido do cheiro, reflectem tensões ao nível do Chakra Raíz.

Cada chakra está associado a um elemento. O Chakra Raíz está associado ao elemento Terra, e reflecte algo sobre a relação da pessoa com a Terra, ou sobre como se sente aqui na Terra, à qual chamamos Terra-Mãe. Este chakra também está associado à nossa relação com a nossa mãe. Quando alguém experimenta um sentimento de separação em relação à mãe, ou não se sente amado pela sua mãe, corta as raízes e vive sintomas de tensão ao nível do Chakra Raíz, até que consiga abrir-se novamente e aceitar o amor da sua mãe.

Quando uma criança vem ao mundo numa estrutura familiar tradicional, a Mãe providencia o alimento e o Pai providencia a direcção. Então, quando a criança se relaciona com a sua mãe, toma certas decisões consoante os acontecimentos. Assim sendo, a relação com a mãe torna-se um modelo para a relação da pessoa com tudo o que reflecte segurança – dinheiro, casa e trabalho.

O Chakra Raíz está associado à cor Vermelha.

O Chakra Laranja está associado às partes da nossa consciência relacionadas com alimentação e sexo – é a comunicação do corpo com a pessoa que existe dentro dele, sobre os seus desejos e necessidades, e sobre o que lhe dá prazer. Também está relacionado com o que se passa na sua consciência referente ao facto de ter filhos. Quando este chakra se encontra no seu estado natural, a pessoa está em contacto com esta comunicação, ouve-a e responde rapidamente aos desejos e necessidades do corpo.

As partes do corpo controladas pelo Plexo Lombar incluem o sistema de reprodução e o abdómen, e a parte lombar das costas.

O sentido do Paladar está associado a este chakra, tal como o elemento água. Quando alguém não tem uma relação clara com a água (nadar, como exemplo, ou andar de barco), isto reflecte a sua atitude acerca das partes da sua consciência que este chakra representa.

Tensões no lado da vontade ou no lado emocional deste chakra indicam tensões na consciência da pessoa, tal como conflitos entre a vontade ou as emoções e aquilo que a pessoa quer realmente.

Este chakra está associado ao sentido do Paladar e ao apetite. Também está envolvido com a vontade da pessoa em sentir as suas emoções.
Este segundo chakra está associado à cor Laranja.

O Chakra do Plexo Solar está associado às partes da nossa consciência que têm a ver com as percepções do poder, controle e liberdade. No seu estado natural, representa o estar bem consigo próprio, confortável perante aquilo que é verdadeiro para si – sentir-se confortável consigo próprio.

As partes do corpo associadas a este chakra incluem os órgãos mais chegados ao plexo solar – estômago, fígado, vesícula, baço, pâncreas, etc. – tal como a pele no seu conjunto, os músculos enquanto sistema e o rosto no seu todo.

O sentido físico associado a este chakra é o sentido da Visão. Alguém com problemas de visão vive tensões ao nível do Chakra do Plexo Solar sobre questões relativas ao poder, controle ou liberdade.

Os míopes vivem tensões ao nível do Chakra Raíz e vivem o mundo através de um filtro perceptivo de medo ou insegurança.
Os hipermetropes também vivem tensões ao nível do Chakra da Garganta e vêem o mundo através de um filtro perceptivo de raiva ou culpa.
Os astigmáticos vêem através de um filtro perceptivo emocional de confusão.

A glândula endócrina associada ao Chakra do Plexo Solar é o pâncreas. Podemos dizer que os diabéticos se estão a privar da doçura. Quando alguém se aproxima muito deles, sentem-se ameaçados no seu poder de serem quem são e surge uma emoção que visa estabelecer novamente uma distância segura. A emoção é a raiva. As diabetes estão associadas a raiva reprimida.

O elemento associado a este chakra é o Fogo, e a relação da pessoa com o Sol indica algo sobre as partes da sua consciência associadas ao Chakra do Plexo Solar.

A cor do Chakra do Plexo Solar é o Amarelo.

O Chakra do Coração está associado às partes da consciência relativas aos relacionamentos e às nossas percepções do amor. Os relacionamentos dos quais falamos aqui, são com as pessoas mais chegadas ao nosso coração – parceiros / companheiros, pais, irmãos, crianças.

As partes do corpo associadas a este chakra incluem o coração, pulmões e o sistema circulatório no seu conjunto. Este chakra também está associado à glândula Timo, que controla o sistema imunitário. Quando este é afectado, como no caso do SIDA, o estilo de vida da pessoa afasta-os de alguém que eles amam.

O sentido físico associado a este chakra é o Tacto, no aspecto do nosso relacionmento com o nosso interior. Por exemplo, uma massagem dada sem qualquer sensibilidade pelo que a pessoa está a sentir interiormente, seria um bom exemplo da sensação que nós associamos com o Chakra Laranja. Mas quando o massagista é sensível ao que a pessoa está a sentir, então já se relaciona com o Chakra do Coração. Quando alguém experimenta uma sensibilidade extrema referente ao facto de ser tocada, nós perguntamos o que é que se passa com essa pessoa ao nível do Chakra do Coração.

Este chakra está associado ao elemento Ar. Quando alguém tem dificuldade em respirar (asma, efisema, tuberculose, etc.) dizemos que a sua relação com o ar reflecte a sua relação com o amor – dificuldade em deixá-lo entrar ou sair, por exemplo.

A cor associada ao Chakra do Coração é o Verde-esmeralda.

O Chakra da Garganta está associado às partes da consciência relacionadas com a Expressão e o Receber. A Expressão pode ser o modo como uma pessoa comunica o que quer ou o que sente, ou pode ser uma expressão artística, como um pintor a pintar, um bailarino a dançar, um músico a tocar, pessoas que usam essa maneira para se expressarem e trazerem o que está no seu interior para o exterior. A Expressão está relacionada com o Receber, no sentido de: “Pede e ser-te-á concedido.”

O Chakra da Garganta está associado à abundância, e ao estado de consciência chamado “Estado de Graça”, ou seja, parece que aquilo que queremos para nós próprios é o que Deus também quer para nós. Aceitar o que a abundância do Universo nos oferece, requer um sentimento de ser capaz de receber incondicionalmente.

Este chakra também está associado ao escutar da nossa intuição, e permite-nos fluir em harmonia, sentindo que o Universo nos apoia em tudo o que fazemos. É o primeiro nível de consciência. Deste ponto, temos a percepção do funcionamento de um outro nível de inteligência e da nossa interacção com este outro nível de inteligência.

As partes do corpo associadas a este chakra incluem a garganta, ombros, braços, mãos e a glândula tiróide.

O sentido da Audição está associado a este chakra, bem como o elemento éter, o elemento físico mais subtil, relativo ao que encontramos no espaço profundo. O éter é a passagem entre as dimensões física e espiritual. Alguém que olhe para o mundo através deste chakra, vê a manifestação dos seus objectivos. O braço da Vontade representa a manifestação daquilo que queremos, e o braço do Sentimento representa aquilo que nos faz felizes. Esperemos que ambos apontem na mesma direcção

Azul Celeste é a cor associada a este chakra.

O Chakra da Fronte está associado às partes de consciência relacionadas com a visão espiritual, e à casa do Espírito, o Ser Interior. Este nível de consciência está associado ao que as tradições ocidentais chamam de subconsciente ou inconsciente, as partes da nossa consciência que dirigem as nossas acções e a nossa vida. A partir deste nível, estamos conscientes das nossas motivações por detrás das nossas acções. De um ponto de vista interior, podemos ver o nosso teatro exterior.

Este chakra é associado com o plexo da carótida, os nervos laterais da cara e a glândula pituitária. Dores de cabeça nas têmporas ou no centro da testa estão associadas a tensões neste nível. Este chakra controla todo o sistema endócrino como sistema e o processo de crescimento.

O Chakra da Fronte, também conhecido como Terceiro Olho, é associado à percepção extra-sensorial, ou seja, o conjunto de todos os sentidos interiores que têm uma correspondência nos sentidos físicos, e que, no seu todo, estabelecem uma comunicação espírito a espírito. O elemento associado a este chakra é uma vibração conhecida por Som Interior, o som que escutamos no nosso interior e que não depende do mundo físco. Alguns consideram-no uma condição patológica. Nalgumas tradições orientais, a habilidade de ouvir estes sons é um pré requisito para evoluir espiritualmente.

A cor associada a este chakra é o Indigo, a cor do céu numa noite de luar, a cor da pedra lápis-lazúli.

O Chakra da Coroa está associado às partes da consciência referentes à unidade ou separação e, tal como o Chakra Raíz nos mostrou a ligação com a Terra-Mãe, este chakra mostra-nos a nossa ligação com o Pai Nosso que estais no Céu. Inicialmente, é o chakra associado ao nosso pai biológico. Este torna-se o modelo para a nossa relação com a autoridade, tornando-se o modelo para a nossa relação com Deus. Quando existe um sentimento de separação do pai biológico, a pessoa fecha este chakra e o efeito na consciência é um sentimento de isolamento e de solidão, como se estivesse numa concha, dificilmente mantendo o contacto com os que estão fora da concha. A pessoa sente-se como estando a esconder-se de Deus, ou a esconder-se de si próprio, não conseguindo ver o que é verdadeiro para si próprio, na parte mais profunda da sua consciência, à qual chamamos Alma.

Este chakra também está associado ao sentido de Direcção.

As partes do corpo controladas por este chakra são a glândula pineal, o cérebro, e o sistema nervoso enquanto sistema.

A cor associada ao Chakra da Coroa é o Violeta, a cor da ametista.

Usando o Mapa

Quando há tensão numa parte específica do corpo, isso representa uma tensão numa zona particular da consciência, relativa a uma parte específica da vida da pessoa. Estar consciente destas associações, ajuda a ver a importância de resolver os assuntos que provocam tensão nas nossas vidas.

Se fosse apenas uma questão de resolver o que é necessário para que a pessoa seja feliz, essa já seria razão suficiente para motivar a pessoa a querer mudar alguma coisa que não está a funcionar mas, aqui, nós vemos que é também, uma questão de saúde. Os assuntos que não estão resolvidos na nossa vida são, na verdade, aqueles que nos podem fazer mal à saúde.

Quando vemos a correspondência entre a consciência e o corpo, vemos até que ponto cada um de nós cria a sua própria realidade. Efectivamente, essas palavras começam a adquirir um novo significado. Nós vemos como tudo se inicía na nossa consciência e somos capazes de olhar à nossa volta para os outros aspectos das nossas vidas desse mesmo modo.

Quando vemos como o corpo executa as mensagens e os desejos mais profundos do nosso Ser Interior, podemos compreender que o processo pode seguir em mais do que uma direcção. Se a nossa consciência está agora a orientar o desenvolvimento dos sintomas, também consegue orientar a maneira como nós nos conseguiremos libertar desses mesmos sintomas. Se a nossa consciência consegue pôr o nosso corpo doente, a nossa consciência também pode tornar o nosso corpo saudável.

A conclusão lógica deste processo é que Qualquer Coisa Pode Ser Curada.

http://www.healer.ch/po/como%20tudo%20fonctiona.htm

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