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Antes da Idade Média, as histórias individuais da família do Graal eram historicamente bem conhecidas, mas quando a Igreja começou seu reinado de perseguição fanática, toda a herança Nazarena e “Desposyni” – Herdeiros do Senhor – forçosamente foram para a clandestinidade.


Nota: A palavra “Desposyni” vem do grego antigo. Significa “Do Mestre” e era reservada exclusivamente para aqueles da mesma família de Jesus – descendentes de Jesus ou dos irmãos dele, Tiago (James), Simão, José e Judas Tomé, ou de suas irmãs Maria, Joanna e Sara.

Mas por que as perseguições vingativas começaram naquele tempo? Pelos Templários terem não só retornado da Terra Santa com documentos que minaram os ensinamentos da Igreja, como também estabeleceram suas próprias igrejas cistercienses em oposição a Roma.

Estas eram, no entanto, não apenas quaisquer igrejas – foram os maiores monumentos religiosos para honrar as linhagens do mundo ocidental:  como a catedral NOTRE DAME, na França.

Apesar da sua imagem atual, essas impressionantes catedrais góticas tiveram nada a ver com a Igreja cristã estabelecida.

Elas foram financiadas e construídas pelos Templários em colaboração com seus aliados cistercienses, e elas foram dedicadas a Maria Madalena – “Notre Dame” (Nossa Senhora) – que eles chamaram de “Graal do Mundo”.

Isto, naturalmente, derrotou todos os dogmas que a Alta Igreja tinha encorajado, e os bispos retaliaram dedicando numerosas outras igrejas a Maria, a mãe de Jesus.

Mas, ao fazê-lo, eles criaram um decreto estrito para que todas as representações artísticas de Mãe Maria (a Madonna) deveriam doravante mostrar-La vestida com “apenas azul e branco” – para não lhe conceder qualquer direito de cargo eclesiástico como no sacerdócio masculino.

Maria Madalena, por outro lado, estava sendo retratada pelos maiores artistas do mundo vestindo o manto vermelho do status cardeal, o manto preto de uma Alta Sacerdotisa Nazarena ou o manto verde da fertilidade, e não havia nada que a Igreja pudesse fazer a respeito.

A única opção dos bispos era proclamar a prática pecaminosa e herege porque, ao ter previamente decidido ignorar Maria Madalena e seus herdeiros, ela estava fora de sua jurisdição.

Foi nessa época que a tradição do Graal foi denunciada como uma heresia pelo Vaticano. As profecias do século VI de Merlin foram expressamente banidas pelo Concílio Ecumênico, e a Igreja Nazarena de Jesus se tornou uma corrente clandestina, auxiliada por notáveis patrocinadores como Leonardo da Vinci e Sandro Botticelli.

Naquela época, a Igreja policiava e controlava a maior parte da literatura do domínio público e assim, para evitar a censura absoluta, a tradição do Graal tornou-se alegórica e sua mensagem foi comunicada por expressões secretas de água, escritos esotéricos, cartas de tarô e obras de arte simbólicas.

Mas por que o conhecimento do Graal e as profecias de Merlin representaram um problema tão grande para a Igreja Romana?

Porque, no contexto de seus textos venturosos, eles contaram a história da descendência da Linhagem do Graal – uma linhagem que tinha sido derrubada de sua posição dinástica pelos Bispos de Roma, que foram eleitos para reinar soberanamente por meio de uma sucessão apostólica elaborada.

Esta sucessão teria sido proferida pelo primeiro bispo, São Pedro (esta ainda é a visão promovida), mas basta consultar as próprias Constituições Apostólicas da Igreja para descobrir que isso simplesmente não é verdade.

Pedro nunca foi um bispo de Roma – nem de qualquer outro lugar para esse assunto! As Constituições do Vaticano registram que o primeiro bispo de Roma foi o príncipe Linus da Grã-Bretanha (filho de Caractacus o Pendragon), que foi instalado por São Paulo em 58 dC, durante a vida de Pedro.

Desde os anos 1100, os poderosos Cavaleiros Templários e suas catedrais representaram uma enorme ameaça à Igreja masculina, trazendo a herança de Jesus e Maria Madalena para o domínio público.

Os cardeais sabiam que toda a sua instituição desmoronaria se os descendentes messiânicos ganhassem vantagem. Eles tinham que ser esmagados – e assim a inquisição brutal foi implementada: uma perseguição hedionda de todos os que se opunham ao governo dos bispos.

Tudo começou em 1209, quando o papa Inocêncio III enviou 30.000 soldados para a região de Languedoc no sul da França.

Esta era a casa dos Cátaros (os Puros), que se diziam os Guardiões de um grande e sagrado tesouro – um misterioso segredo que poderia derrubar o Cristianismo ortodoxo.

A chamada Cruzada Albigense do Papa durou trinta e seis anos, durante os quais dezenas de milhares de inocentes foram mortos – mas o tesouro nunca foi encontrado.

Em 1231, o principal impulso da Inquisição (ou chamado Santo Ofício) foi instituído pelo Papa Gregório IX durante o massacre de Languedoc, e foi colocado contra qualquer um que apoiou a heresia do Graal.

Em 1252 a tortura das vítimas foi formalmente autorizada, juntamente com a execução por queima. A heresia era uma ótima acusação para igualar os prisioneiros, porque só a Igreja podia defini-la. As vítimas foram torturadas até que confessassem e, tendo confessado, foram executadas. Se não confessassem, então a tortura continuava até que morressem de qualquer maneira.

Uma forma registrada de tortura era espalhar gordura na vítima e, em seguida, queimá-la viva. Estas perseguições e torturas selvagens foram abertamente travadas por mais de 400 anos, sendo estendida contra judeus, muçulmanos e dissidentes protestantes.

Mas a Inquisição Católica nunca foi formalmente encerrada. Já em 1965 foi renomeada a Sagrada Congregação e seus poderes ainda estão teoricamente em vigor hoje.

Destemido na Inquisição, o movimento nazareno seguiu seu próprio curso, e a história da linhagem foi perpetuada na literatura, como o Magnificente Santo Graal e a Superior História do Santo Graal.

Esses escritos foram em grande parte patrocinados pelos tribunais do Graal da França (os tribunais de Champagne, Anjou e outros) e também pelos Templários e Desposyni. No decorrer disso, o romance Arthuriano tornou-se um veículo popular para a tradição do Graal.

Consequentemente, os Templários tornaram-se um alvo específico da Inquisição em 1307, quando os fascínoras homicidas, enviados por Papa Clemente V e Rei Filipe IV da França foram postos em sua direção.

Os exércitos papais vasculharam a Europa para encontrar os documentos e o tesouro dos Templários, mas, como a herança cátara, nada foi encontrado. No entanto, muitos Cavaleiros foram torturados e executados no processo.

Em tudo isso, no entanto, o tesouro dos Templários não foi perdido e, enquanto os emissários do Vaticano estavam procurando, o tesouro e os documentos foram trancados nos cofres da Casa do Tesouro de Paris.

Eles estavam sob a proteção dos Superiores Cavaleiros Templários – aqueles chamados Príncipes Guardiões do Segredo Real – que carregaram o tesouro uma noite em 18 galeras da frota Templária em La Rochelle.

Ao amanhecer, os navios tinham zarpado para vários destinos – principalmente Portugal e Escócia. Estes foram recebidos pelo rei Robert Bruce, que, juntamente com toda a nação escocesa, fora excomungado pelo Papa por desafiar o rei católico Eduardo de Inglaterra.

Os Templários e seu tesouro permaneceram na Escócia, e os Cavaleiros lutaram junto com Bruce em Bannockburn em 1314 para recuperar a independência da Escócia, de Plantagenet Inglaterra.

Após a Batalha de Bannockburn, Bruce e os Príncipes Guardiões fundaram a nova Ordem dos Irmãos Maiores da Rosa Cruz em 1317 – a partir da qual os Reis dos Escoceses tornaram-se Grão-Mestres hereditários, com cada Rei Stewart sucessivamente detendo o honrado título de Príncipe Saint Germain.

Mas, por que o rei Arthur, um comandante celta do século VI, era tão importante para os Cavaleiros Templários e os tribunais do Graal da Europa? Muito simplesmente, porque Arthur tinha sido único, com uma dupla herança na linha messiânica.

O Rei Arthur não era de modo algum mítico, como muitos supuseram, mas ele geralmente foi procurado nos lugares errados. Pesquisadores, equivocados pelas localizações ficcionais dos romances, procuraram em vão através das crônicas da Bretanha, País de Gales e Oeste da Inglaterra.

Mas os detalhes de Arthur são encontrados nos anais escoceses e irlandeses. Era certamente o rei maior da ilha celta e era o comandante soberano das tropas britânicas no século VI.

Arthur nasceu em 559 e morreu em batalha em 603. Sua mãe era Ygerna del Acqs, a filha da rainha Viviane de Avallon, descendente de Jesus e Maria Madalena.

Seu pai era o Alto Rei Aedàn de Dalriada (o Western Highlands da Escócia, agora chamado Argyll), e Aedàn era o Pendragon britânico (Dragão Principal ou Rei dos Reis) descendente do irmão de Jesus, Tiago (James).

É por esta razão que as histórias de Arthur e José de Arimatéia estão tão intimamente entrelaçadas nos romances do Graal. Na verdade, os registros de coroação do rei da Escócia Kenneth MacAlpin (um descendente de Aedàn o Pendragon) especificamente se referem à sua própria descendência das Rainhas dinásticas de Avallon.

O legado paterno do Rei Aedãn surgiu através da mais antiga Casa de Camelot (Corte Real de Colchester) em uma linhagem do primeiro Pendragon nomeado, o Rei Cymbeline, que é bem conhecido pelos estudantes de Shakespeare.

Até o século VI, descendentes messiânicos tinham fundado reinos Desposynic no País de Gales e através das regiões Strathclyde e Cambrian da Grã-Bretanha.

O pai de Arthur, o rei Aedàn dos escoceses, foi o primeiro monarca britânico nomeado por ordenação sacerdotal quando foi ungido por São Columba da Igreja Celta em 574.

Isto, naturalmente, enfureceu os bispos romanos porque reivindicavam o direito exclusivo de nomear reis que, de acordo com eles, deveriam ser coroados pelo Papa!

Como resultado direto desta coroação, Santo Agostinho foi eventualmente enviado de Roma para desmantelar a Igreja Celta quando St Columba morreu em 597. Ele se proclamou Arcebispo de Canterbury três anos depois, mas sua missão geral falhou e a tradição nazarena persistiu na Escócia, Irlanda, País de Gales e em todo o norte da Inglaterra.

Um fato importante a ser lembrado é que as dinastias do Graal nunca foram governadoras de territórios/terras. Como o próprio Jesus, elas foram designadas Guardiãs do Povo. Os merovíngios na Gália, por exemplo, eram reis dos franceses – nunca reis da França.

O rei Aedàn, Robert the Bruce e seus sucessores de Stewart foram Reis dos Escoceses – nunca Reis da Escócia. Foi este conceito implicitamente social que a alta igreja achou tão difícil de superar, pois os bispos preferiam ter domínio sobre reis territoriais que foram autorizados pelo papa.

Somente mantendo o supremo controle espiritual sobre os indivíduos poderia a Igreja reinar de forma suprema, e assim sempre que uma dinastia do Graal veio à tona, ela foi recebida pela ira da máquina papal.

Em 751 os bispos conseguiram destituir a sucessão merovíngia na Gália e estabeleceram uma nova tradição segundo a qual os reis da sucessão carolíngia (a de Carlos Magno) tinham de ser aprovados e coroados pelo Papa.

Mas a Igreja nunca poderia derrubar as linhagens Desposynic na Escócia, apesar de os antigos reinos celtas da Inglaterra serem desmantelados pelos anglo-saxões germânicos do século VI.

Mesmo na Idade Média – muito depois da Conquista Normanda da Inglaterra – a Igreja Nazarena e o longo culto prevalecente de Maria Madalena foram proeminentes na Europa.

Os direitos de igualdade das mulheres foram mantidos em toda a estrutura celta, e este era um problema enorme para o exclusivo sacerdócio masculino do igrejismo ortodoxo.

O princípio subjacente aos monarcas do Graal era sempre um de Serviço, de acordo com o Código Messiânico. Portanto, eles eram reis e pais coletivos/familiares de seus reinos, mas nunca foram governantes.

Este aspecto fundamental do Código do Graal foi perpetuado no próprio âmago do conto infantil e do folclore. Nunca um valente cardeal ou bispo cavalgou em auxílio de alguém oprimido ou uma donzela em perigo, pois sempre foi o domínio social dos príncipes do Graal e seus cavaleiros nomeados.

O Código do Graal reconhece o avanço pelo mérito e reconhece a estrutura da comunidade, mas acima de tudo é inteiramente democrático.

Seja compreendido em sua dimensão física ou espiritual, o Graal pertence também a líderes e seguidores. Ele também pertence à terra e ao meio ambiente, exigindo que todos estejam em um Serviço mutuamente unificado.

Ao longo dos séculos, os parlamentos e os governos tiveram tanto problema como a Igreja em confrontar o código social messiânico, e a posição não é diferente hoje.

Presidentes e primeiros-ministros são eleitos pelo povo.
Eles são supostos para representar as pessoas – mas eles o fazem? Na verdade, não.

Eles são sempre afiliados a um partido político e alcançam suas posições por meio de voto da maioria do partido. Mas nem todos se dão ao trabalho de votar e às vezes há mais de dois partidos para votar.
Consequentemente, em qualquer momento, mais da metade do povo de uma nação pode não ser representada pelo partido político no poder.

A este respeito, embora tenha sido aplicada uma votação por maioria, o princípio democrático falha. O que emerge não é “governo PELO povo PARA o Povo”, mas “governo do povo”.

Jesus enfrentou uma situação muito semelhante no século I. Naquele tempo, Jerusalém e Judéia estavam sob ocupação romana, com o rei Herodes e o governador, Pôncio Pilatos, ambos nomeados por Roma.

Mas quem representou o povo?

O povo não era romano; eram judeus da Terra Santa: fariseus, saduceus, essênios e outros semelhantes. Além disso, havia um grande número de samaritanos e gentios (não-judeus, as raças árabes).

Quem os representou?
A resposta é “ninguém” – até que Jesus cumpriu a sua missão de fazê-lo.

Este foi o começo do Código do Graal do Serviço principesco não-afiliado: um código perpetuado pelas dinastias messiânicas em seu papel continuado como guardiões das pessoas.

O Código do Graal baseia-se nos princípios da Liberdade, da Fraternidade e da Igualdade, e foi particularmente evidente nas revoluções americana e francesa, as quais descartaram o senhorio da aristocracia despótica. Mas o que o substituiu?

Ele foi substituído pela política partidária e pelo governo em grande parte não-representativo.

Muitas pessoas me perguntaram por que as informações da Linhagem do Santo Graal, até agora suprimidas, estão vindo à luz neste momento particular. O fato é que a informação nunca foi suprimida por aqueles a quem ela diz respeito.

Elas foram suprimidas por buscadores de poder que procuraram servir seus próprios interesses, ao invés de servir as comunidades que deveriam representar.

Hoje, no entanto, estamos em uma nova era de questionamento conforme muitas pessoas crescem desiludidas com os dogmas que prevalecem.

Vivemos em uma era de comunicações via satélite, viagens contra a barreira de som, computadores e Internet – o mundo é efetivamente muito menor do que antes. Em tal ambiente, as notícias viajam muito rapidamente e a verdade é muito mais difícil de conter.

Além disso, a própria estrutura da Igreja dominada pelos homens e as estruturas governamentais estão sendo questionadas, e geralmente é percebido que as antigas doutrinas de controle espiritual e gestão territorial não estão funcionando.

Mais e mais pessoas estão procurando as raízes originais e puras da sua fé e para seu Propósito na sociedade.

Elas procuram formas mais eficazes de gerência para combater o desmoronamento muito aparente, e declínio, social e moral.

Elas estão, de fato, buscando o Santo Graal.

Esta busca pela nova iluminação é consideravelmente aumentada pelo novo milênio que chega e há um sentimento generalizado de que isso também deve apresentar um novo Renascimento: uma era onde os preceitos do Código do Graal são reconhecidos e praticados – os preceitos da Liberdade, da Fraternidade e Igualdade.

De fato, a sabedoria do Graal explica em voz alta e clara que a Ferida do Rei Pescador deve primeiro ser curada se a terra inculta (o deserto da humanidade) voltar a fertilizar.

* Sir Lawrence Gardner é da Ordem da Nobre Guarda de St Germain, fundada pelo Rei James VII da Escócia em 1692. E designado o Historiador Jacobino Real, distinguido como Cavalheiro Labhràn de St. Germain, Adido Presidencial ao Conselho Europeu de Príncipes, Prior da Sagrada Igreja Celta de St Columba, Cavaleiro Templário de St. Anthony, Membro da Guarda da Casa Real de Stewart, fundada em 1692, e Adido para o Protetorado Principal do Tribunal Imperial da Hungria (1408).

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
Por Lawrence Gardner, Karenlyster.com
http://www.karenlyster.com/body_bookish1.html
Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!

LUZ!
STELA

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/2017/05/linhagem-do-santo-graal-final.html

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“Contrariamente aos Evangelhos, supunha-se que Maria Madalena estivera presente no evento, e concordou-se que a razão pela qual Jesus não tinha passado vinho a Maria na mesa era porque ele a vira rir! “


De acordo com os códigos do escriba interpretados dos Pergaminhos do Mar Morto, toda a ocultação dentro do Novo Testamento é configurada de antemão por alguma outra entrada que explica que a mensagem inerente é “para aqueles com ouvidos para ouvir”.

Uma vez que esses códigos e alegorias são entendidos, eles nunca variam. Como o Dr. Thiering apontou, eles significam a mesma coisa toda vez que eles são usados, e eles são usados toda vez que o mesmo significado é necessário.

Por exemplo, o Evangelho de João explica que Jesus foi chamado de “Palavra/Verbo de Deus”: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. João vai muito longe para explicar a relevância dessa definição e as entradas subsequentes dão detalhes como “o Verbo de Deus estava junto ao lago” e “a Palavra de Deus estava em Samaria”.

Mensagens que transmitem informações sobre fertilidade e vida nova estão estabelecidas na Parábola do Semeador, cuja semente “deu fruto e cresceu”.

Assim, quando se diz que “a Palavra de Deus aumentou”, aqueles “com ouvidos para ouvir” reconheceriam imediatamente que Jesus cresceu – isto é, teve um filho. Há duas dessas entradas nos Atos, e elas caem precisamente em AD 37 e AD 44.

Provavelmente o livro mais deturpado do Novo Testamento é o livro do Apocalipse de São João, o Divino – deturpado pela Igreja, ou seja, não pelo próprio livro. Este livro é bastante diferente de qualquer outro na Bíblia.

Traz terríveis implicações sobrenaturais e sua imagem direta foi corrompida pela Igreja para apresentar o texto como uma espécie de presságio ou profecia de advertência. Mas o livro não é chamado A Profecia ou O Aviso ‘; É chamado de A Revelação.

Então, o que o livro revela?

Cronologicamente, sua história segue os Atos dos Apóstolos e o livro de A Revelação é, de fato, a história contínua de Jesus, Maria Madalena e seus filhos – particularmente o filho mais velho, Jesus Justus.

Ele segue sua vida e detalhes de seu casamento, juntamente com o nascimento de seu próprio filho. Este mal interpretado livro do Novo Testamento não é um presságio ou um aviso como a temível Igreja quer que acreditemos. É precisamente o que diz ser: UMA REVELAÇÃO.

Como vimos anteriormente, sacerdotes ordenados da época eram chamados de “pescadores”; seus ajudantes eram chamados de “pescadores” e os candidatos batismais eram chamados de “peixes”. Jesus tornou-se um pescador ordenado quando entrou no Reino dos Céus, mas até esse tempo (como explicado por São Paulo) ele não exerceu nenhum cargo sacerdotal.

No rito da ordenação, os sacerdotes levitas oficiantes do Santuário davam cinco pães e dois peixes aos candidatos, mas a lei era muito firme na medida em que tais candidatos deviam ser circuncidados judeus. Os gentios e os samaritanos incircuncisos não tinham, de modo algum, esse privilégio.

Na verdade, foi esse costume particular que Jesus havia desrespeitado com a chamada Alimentação dos Cinco Mil, quando ele presumiu o direito a seu próprio ministério liberal oferecendo os pães e os peixes a uma reunião não santificada.

Além de eventualmente se tornar um pescador, Jesus também foi referido como o Cristo – uma definição grega (de Khristos) que significava o Rei.

Ao dizer o nome de Jesus Cristo, estamos realmente dizendo o Rei Jesus, e sua herança real era da Casa Real de Judá (a Casa de David), como mencionado várias vezes nos Evangelhos e nas Epístolas de São Paulo.

A partir de 33 dC, portanto, Jesus emergiu com o status dual de um Sacerdote de Cristo ou, como é mais comumente citado na tradição do Graal, um Rei Pescador.

Esta definição, como veremos, devia tornar-se o ofício hereditário e dinástico dos herdeiros de Jesus, e os Reis Pescadores que se seguiram foram primordiais na contínua Linhagem do Santo Graal.

Antes do nascimento de seu segundo filho em 44 dC, Maria Madalena foi exilada da Judéia após um levante político no qual ela estava implicada. Junto com Filipe, Lázaro e alguns retentores, ela viajou (por acordo com o rei Herodes-Agripa II) para viver na propriedade herodiana perto de Lyon, na Gália (que mais tarde se tornou a França).

Desde os tempos mais antigos, passando pela era medieval, até o grande Renascimento, a fuga de Maria foi retratada em manuscritos iluminados e grandes obras de arte igualmente.

Sua vida e trabalho na França, especialmente na Provença e na região do Languedoc, apareceu não só em obras da história europeia, mas também na liturgia da Igreja Romana – até que sua história foi suprimida pelo Vaticano.

O exílio de Maria Madalena está relacionado no livro de A Revelação, que descreve que ela estava grávida na época. Ele também conta como as autoridades romanas perseguiram Maria, seu filho e seus herdeiros:

“E ela, estando grávida, chorou e sofreu para ser libertada. E eis que um grande dragão vermelho, tendo sete cabeças e sete coroas, estava diante da mulher para devorar seu filho. E ela deu à luz um homem-filho.”

E a mulher fugiu para o deserto. E o dragão se indignou com a mulher, e foi fazer guerra perpetuamente com o remanescente da sua descendência – que têm o testemunho de Jesus Cristo.

Foi na Gália que se dizia que Maria carregava o Sangréal (o Sangue Real: o Santo Graal), e foi na Gália que a famosa linhagem de Jesus e os herdeiros descendentes imediatos de Maria, os Reis Pescadores, floresceram durante 300 anos.

• A Gália é uma região antiga na Europa que corresponde à França moderna, Bélgica, sul dos Países Baixos, sudoeste da Alemanha e norte da Itália.

O lema eterno dos Reis Pescadores era “Em Poder” (empoderado) – inspirado pelo nome de seu antepassado, Boaz (o bisavô do Rei David), cujo nome significava similarmente ‘Empoderado”.
Quando traduzido para o latim, isto se transformou em Fortis, que foi corrompido posteriormente a Anfortas, o nome chave do rei no romance do Graal.

Podemos agora retornar ao simbolismo tradicional do Graal como um cálice contendo o sangue de Jesus.

Podemos também considerar projetos gráficos que remontam muito além da Idade das Trevas, cerca de 3500 aC e, ao fazer isso, descobrimos que um cálice ou uma xícara era o símbolo mais antigo da fêmea. Sua representação era a do Vaso Sagrado – o vaso uterino: o útero.

E assim, ao fugir para a França, Maria Madalena carregou o Sangréal no cálice sagrado de seu ventre – exatamente como o livro do Apocalipse explica. E o nome deste segundo filho era José.

O símbolo tradicional equivalente do macho era uma lâmina ou um chifre, geralmente representado por uma espada ou um unicórnio. Na canção de Salomão do Antigo Testamento e nos Salmos de David, o fértil unicórnio está associado à linha real de Judá – e foi por esta razão que os cátaros de Provença usaram a besta mística para simbolizar a Linhagem do Graal.

Maria Madalena morreu na Provença em 63 dC e, nesse mesmo ano, Jose de Arimathea construiu a famosa capela em Glastonbury, na Inglaterra, como um memorial da Rainha Messiânica.

Esta foi a primeira capela cristã acima do solo no mundo, e no ano seguinte o filho de Maria, Jesus Justus, o dedicou à sua mãe. Jesus o mais novo tinha estado previamente na Inglaterra com Jose de Arimatea na idade de doze, no ANÚNCIO 49.

Foi este evento que inspirou a canção famosa Jerusalem de William Blake: “E aqueles pés na antiguidade, andam em cima das montanhas verdes da Inglaterra”.

Nota: Aqui cantada na missa póstuma para Lady Di. Aqui tem a letra dela.

Mas quem era José de Arimatéia – o homem que assumiu o controle total dos assuntos na Crucificação? E por que a mãe de Jesus, sua esposa e o resto da família aceitaram a intervenção de Jose sem questionar?

Até o ano 900, a Igreja Bizantina (que se separou da Igreja de Roma) decidiu anunciar que José de Arimatéia era o tio da mãe de Jesus, Maria.

E a partir daquele tempo, as representações de José mostram como sendo bastante idoso na Crucificação, quando Mãe Maria tinha cinquenta anos.

Antes do anúncio da Igreja, no entanto, os registros históricos de José representavam um homem muito mais jovem. Ele foi descrito ter morrido na idade de 80, em 27 de julho AD 82, e, portanto, teria 32 anos no momento da crucificação.

De fato, José de Arimatéia não era outro senão o próprio irmão de Jesus Cristo, Tiago, e seu título tinha nada a ver com um nome de lugar.

Na verdade (como Nazaré), o lugar mais tarde apelidado de Arimatéia nunca existiu naqueles tempos. Portanto, não é nenhuma surpresa que José negociou com Pilatos para colocar Jesus no túmulo de sua própria família.

O título hereditário “Arimathea” era uma corrupção inglesa do estilo greco-hebraico ha-Rama-Theo, que significa “Alteza Divina” ou “Alteza Real”, como usamos hoje.

Desde que Jesus era o herdeiro messiânico principal (o Cristo, ou Rei), então seu irmão mais novo, Tiago, era o Príncipe Herdeiro – a Alteza Divina (Real), Rama-Theo.

Na hierarquia nazarena, o Príncipe herdeiro sempre tinha o título patriarcal de “José” – assim como Jesus era um “David” titular e sua esposa era designada uma “Maria”.

No início do século 5, os descendentes de Reis Pescadores de Jesus e Maria, unidos por casamento, fez surgir uma nova dinastia reinante.

Eram os notáveis Reis Merovíngios que fundaram a monarquia francesa e introduziram o famoso emblema da França, o famoso símbolo de gladíolo da glória.

Da sucessão merovíngia, outra linhagem da família estabeleceu um reino judeu totalmente independente no sul da França: o reino da Septimania, que hoje conhecemos como Languedoc.

Além disso, os primeiros príncipes de Toulouse, Aquitaine e Provença foram todos descendentes na linhagem messiânica. Septimania foi concedida especificamente à Casa Real de David em 768, e o Príncipe Bernard de Septimania mais tarde se casou com uma filha do Imperador Carlos Magno.

Também dos Reis Pescadores veio outra importante linhagem paralela de sucessão na Gália. Enquanto os reis merovíngios continuavam a herança patri-linear de Jesus, esta outra linha perpetuava a herança matrilinear de Maria Madalena.

Eram as rainhas dinásticas de Avallon na Borgonha: a Casa do Acqs – que significa “das águas”, um estilo concedido a Maria Madalena nos primeiros dias, quando ela viajou pelo mar para a Provença.

Aqueles que estão familiarizados com a doutrina de Arthur e do Graal terão agora reconhecido o significado desta família messiânica: os Reis Pescadores, as Rainhas de Avallon e a Casa das Acqs (corrompido no romance arturiano para do Lago).

Os herdeiros descendentes de Jesus representaram uma enorme ameaça à Igreja Romana porque eram os líderes dinásticos da verdadeira Igreja Nazarena.

Em termos reais, a Igreja Romana nunca deveria ter existido, pois não passava de um movimento híbrido estrategicamente projetado, composto de várias doutrinas pagãs ligadas a uma base fundamentalmente judaico-cristã.

Jesus nasceu em 7 aC e seu aniversário foi no equivalente a 1 de março, com um aniversário real oficial em 15 de setembro para cumprir a regulamentação dinástica e o mês de Expiação.

Mas, ao estabelecer a Igreja Romana no século IV, o Imperador Constantino ignorou ambas as datas e ditou o dia 25 de dezembro como o Dia da Missa de Cristo – coincidindo com o Festival do Sol pagão com o qual seus súditos imperiais eram familiares.

Mais tarde, no Sínodo de Whitby, realizado na Inglaterra em 664, os bispos expropriaram também o festival celta da Páscoa (Eostre), a Deusa da Primavera e da Fertilidade, e uniram um significado cristão totalmente novo alinhando-o com a Ressurreição de Jesus.

Ao fazê-lo, eles realmente mudaram a data do antigo festival para cortar sua associação tradicional com a Páscoa judaica.

Assim, os dois principais festivais cristãos de hoje (Natal e Páscoa) são invenções romanas espúrias e, historicamente, não têm nada a ver com Jesus. O cristianismo, como o conhecemos, evoluiu como uma religião composta completamente diferente de qualquer outro.

Se Jesus era seu catalisador vivo, então o cristianismo devia se basear corretamente nos ensinamentos do próprio Jesus – os códigos morais e sociais de um ministério tolerante e justo, com o povo como seu usufruidor.

Mas o cristianismo ortodoxo (“igreja”) não se baseia nos ensinamentos de Jesus: centra-se nos ensinamentos dos bispos, que são inteiramente diferentes. Há uma série de razões para isso, a principal das quais é que Jesus foi deliberadamente evitado em favor dos ensinamentos alternativos de Pedro e Paulo: ensinamentos que foram denunciados pela Igreja Nazarena de Jesus e seu irmão Tiago, – ensinamentos que os nazarenos chamaram “a fé dos tolos”.

Só com a retirada de Jesus da linha de frente os papas e os cardeais poderiam ter domínio supremo. Ao instituir formalmente o cristianismo como a religião de Estado de Roma, Constantino declarou que só ele era o verdadeiro Messias Salvador – não Jesus!

Quanto aos Bispos de Roma (os Papas), eles receberam uma descendência apostólica fabricada de São Pedro, uma vez que a legítima descendência messiânica de Jesus e seus irmãos foi mantida dentro da Igreja Nazarena paralela.

A única maneira para a Igreja Romana de conter os herdeiros de Maria Madalena foi desacreditar a própria Maria e negar seu relacionamento nupcial com Jesus.

Mas e o irmão de Jesus, Tiago?
Ele também tinha herdeiros, assim como seus outros irmãos, Simão, José e Judas.

Apesar de todo o seu esforço para forjar uma nova história bíblica, a Igreja não podia escapar aos Evangelhos, que afirmam claramente que Jesus era o “filho primogênito” de Maria Santíssima, e portanto a própria maternidade de Maria também teve de ser reprimida.

Como resultado, os bispos retrataram Mãe Maria como uma virgem e Maria Madalena como uma prostituta – nenhuma dessas descrições foi mencionada em qualquer Evangelho original.

Então, apenas para cimentar a posição de Mãe Maria fora da esfera natural, sua própria mãe, Ana, eventualmente disse ter concebido sua filha por meio de concepção imaculada!

Ao longo do tempo, essas doutrinas artificiais tiveram um efeito generalizado. Mas, nos primeiros dias, foi preciso muito mais para cimentar as ideias porque as mulheres originais da missão nazarena tiveram um seguimento significativo na Igreja Celta.

Entre elas estavam Maria Madalena, Marta, Maria-Jacó Cleópás e Helena-Salomé, cada uma das quais dirigia escolas e missões sociais em todo o mundo mediterrâneo. Essas mulheres tinham sido discípulas de Jesus e amigas íntimas de sua mãe, acompanhando-a à Crucificação, conforme confirmado nos Evangelhos.

** Diante de tais registros, a única salvação da Igreja era denegrir as mulheres por completo; negar-lhes não apenas direitos ao ofício eclesiástico, mas negar-lhes o direito a qualquer status na sociedade.

Por isso, a Igreja declarou que as mulheres eram todas hereges e feiticeiras!

Nisto, os bispos foram auxiliados pelas palavras de Pedro e Paulo, e com base em seus ensinamentos a Igreja Romana foi capacitada a tornar-se completamente sexista. Em sua primeira Epístola a Timóteo, Paulo escreveu: ” Paulo escreveu: ‘Eu não permito que a mulher ensine, nem use de qualquer autoridade sobre o homem, destina-se a estar em silêncio”.

No Evangelho de Filipe, Pedro é citado como dizendo que ‘As mulheres não são dignas da vida’. Os bispos citaram as palavras de Gênesis, ou aparentemente, Deus falou a Eva sobre Adão: “Ele te dominará.”

O Padre Tertuliano da Igreja resumiu toda a atitude romana ao escrever sobre as discípulas emergentes de Maria Madalena: “Essa mulher herege! Como ousam! Elas são descaradas o suficiente para ensinar, engajar-se em argumentos, para batizar. Não é permitido a uma mulher falar na igreja, nem reivindicar uma participação em qualquer função masculina – muito menos no ofício sacerdotal”.

Então, para encerrar tudo, veio o documento mais surpreendente da Igreja Romana, a Ordem Apostólica. Isto foi compilado como uma conversa imaginária entre os apóstolos após a Última Ceia.

Contrariamente aos Evangelhos, supunha-se que Maria Madalena estivera presente no evento, e concordou-se que a razão pela qual Jesus não tinha passado vinho a Maria na mesa era porque ele a vira rir!

Com base nesse documento extraordinário e fictício, os bispos decidiram que, embora Maria pudesse ter sido uma companheira de Jesus, as mulheres não deveriam receber nenhum lugar dentro da Igreja porque não eram importantes!

Mas por que essa atitude sexista persistiu dentro da Igreja até os dias atuais? Porque Maria Madalena teve que ser desacreditada e retirada do cômputo para que seus herdeiros pudessem ser ignorados.

Não obstante o ávido movimento sexista, os herdeiros messiânicos conservaram suas posições sociais fora da Igreja romana. Eles progrediram seus próprios movimentos da Igreja Nazarena e Celta e fundaram reinos “Desposyni” (Herdeiros do Senhor). – na Grã-Bretanha e na Europa.

Eles eram uma ameaça constante para a alta igreja romana e para os monarcas e os governos empoderados por essa Igreja. Na verdade, eles eram a própria razão para a inquisição católica brutal porque sustentavam um código moral e social que era contrário à exigência da Igreja.

Isto foi especialmente evidente durante a Idade da Cavalaria, que abraçou um respeito pela feminilidade, como exemplificado pelos Cavaleiros Templários cujo juramento constitucional apoiou uma veneração da Mãe do Graal, a rainha Maria Madalena.

CONTINUA…

Nota da tradutora: Significado da “FERIDA DO REI PESCADOR” – A Ferida do Rei Pescador está presente hoje no homem moderno, que perdeu por completo o significado e o sentido da existência.
O “Rei Pescador” significa o rei das profundezas do oceano – porque a pescaria era seu único passatempo. Ele sofre de uma ferida incurável, nas pernas e na virilha, sendo incapaz de locomover-se por conta própria. Cavaleiros viajam de diversas terras para curá-lo, mas somente o Escolhido pode completar a tarefa. *A ferida que não cicatriza é uma referência à dor causada pela imperfeição de seu ser. Enquanto ferido, o seu reino sofre assim como ele, e sua impotência afeta a fertilidade da terra, tornando-a estéril. Sua Ferida só cicatrizaria quando o herói do Graal lhe fizesse a pergunta: “Para que serve o Graal?”. Assim, o encontro com o Graal torna‐se indispensável.

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Parte I aqui

“Os relatos referem-se à estada israelita no Egito e contam seu êxodo … explicam que não foi Moisés, mas Miriam quem foi a líder espiritual das tribos que atravessaram o Mar Vermelho para o Monte Sinai.”

Na sua primeira Epístola a Timóteo, S. Paulo tinha dito que um bispo deveria estar casado e que ele deveria ter filhos, pois um homem com experiência da sua própria família está muito melhor qualificado para cuidar da Igreja.

Mas, embora as autoridades da Igreja romana alegassem defender o ensino de São Paulo em particular, optaram por desconsiderar completamente essa diretriz explícita para se adequarem aos seus próprios fins, de modo que o estado civil de Jesus pudesse ser estrategicamente ignorado.

Não obstante o celibato da Igreja, a imagem solteira de Jesus estava em desacordo com outros escritos da época do Evangelho e foi abertamente impugnada para o domínio público, e a perpetuação da verdade foi proclamada como uma heresia punível (há apenas 450 anos) – Conselho italiano de Trento em 1547 – o ano que Henry VIII Tudor morreu na Inglaterra.

É, no entanto, não apenas o Novo Testamento cristão que sofre com essas restrições sexistas. Um processo de edição similar foi aplicado ao Antigo Testamento hebraico, tornando-o convenientemente adequado para ser adicionado à Bíblia cristã.

Isto é feito aparentemente por um par de entradas que ignoraram o escrutínio dos editores.

Os livros de Josué e 2-Samuel referem-se ambos à importância do livro mais antigo de Jasher. Mas onde está este livro? Como tantos outros de igual importância, não pode ser encontrado na Bíblia!
O livro de Jasher ainda existe? Certamente que sim.

O pergaminho hebraico, de quase 2 metros, era uma joia da Corte do Imperador Carlos Magno e a tradução do livro de Jasher foi a razão pela qual a Universidade de Paris foi fundada no ano 800 – mais de um século antes da agora familiar versão dO Antigo Testamento fosse compilada.

Jasher/Josué era o mensageiro pessoal de Moisés, e os escritos atribuídos a ele são de enorme significado. Os relatos referem-se à estada israelita no Egito e contam seu êxodo em Canaã.

Mas diferem consideravelmente da versão da história que conhecemos hoje. Eles explicam que não foi Moisés, mas Miriam quem foi a líder espiritual das tribos que atravessaram o Mar Vermelho para o Monte Sinai.

Naquela época, os judeus nunca tinham ouvido falar de Jeová; eles adoravam a deusa Asherah e seus líderes espirituais eram em grande parte do sexo feminino.

De fato, Miriam colocou tal problema para Moisés na tentativa de criar um novo ambiente na dominação masculina que ele a aprisionou, e os israelitas se levantaram contra Moisés para garantir a libertação de Miriam. Isto está no livro de Jasher, mas não está na Bíblia.

Evangelhos

Vamos agora para onde a história cristã começou – para os próprios Evangelhos. E, ao fazer isso, vamos primeiro considerar o que os Evangelhos realmente nos dizem, contra o que talvez pensemos o que eles nos dizem.

Todos aprendemos o que nos ensinam sobre os Evangelhos nas salas de aula e nas igrejas.
Mas o ensino está corretamente relacionado? É sempre conforme as escrituras escritas?

Na verdade, é bastante surpreendente o quanto aprendemos com os púlpitos ou livros ilustrados sem verificar o texto bíblico.

A própria Natividade é um bom exemplo.

É amplamente aceito que Jesus nasceu num estábulo – mas os Evangelhos não dizem isso. Na verdade, não existe nenhum “estábulo” mencionado em nenhum Evangelho autorizado.

A Natividade não é mencionada em Marcos ou João, e Mateus mostra claramente que Jesus nasceu “numa casa”.

Então, de onde veio a ideia do estábulo?

Ela veio de uma interpretação errônea do Evangelho de Lucas que relata que Jesus foi “posto em uma manjedoura” (não “nascido”, como muitas vezes mal citado, mas “posto”) e uma manjedoura era, e ainda é, nada mais do que uma caixa de alimentação para animal.

Na prática, era perfeitamente comum que as caixas fossem usadas como berços de emergência e, muitas vezes, eram trazidas para dentro para esse propósito.

Então, por que tem sido presumido que esta manjedoura em particular estava em um estábulo?

Porque as traduções inglesas de Lucas nos dizem que não havia “espaço na estalagem”.
Porém, o velho manuscrito de Lucas não disse isso.

Na verdade, não havia pousadas na região – os viajantes alojados em casas particulares e hospitalidade familiar era uma forma normal de vida naqueles dias.

De fato, se realmente precisamos ser precisos, também não havia estábulos na região.

‘Stable’ é uma palavra inglesa que define especificamente um lugar para manter cavalos. Mas poucos, exceto alguns oficiais romanos, usaram cavalos na Judeia do século I – eles usavam principalmente mulas e bois que, se mantidos sob cobertura, teriam estado em algum tipo de dependência – certamente não estábulo.

Quanto à pousada mítica, o texto grego original de Lucas não diz que não havia “espaço na estalagem”. Com a melhor tradução, ele realmente afirma que não havia “provisão na sala” (isto é, “no topos kataluma”).

Como mencionado, Mateus declara que Jesus nasceu em uma casa e, quando corretamente traduzido, Lucas revela que Jesus foi colocado numa manjedoura – enquanto não há berço fornecido no quarto.

Assim como no assunto do nascimento de Jesus, nós devemos olhar a cronologia, porque os dois Evangelhos que tratam da Natividade realmente dão datas diferentes para o evento.

De acordo com Mateus, Jesus nasceu no reinado de Herodes o Grande, que debatia o evento com os Magos e, aparentemente, ordenou o assassinato dos bebês.

Herodes morreu no ano 4 aC – assim sabemos por Mateus que Jesus nasceu antes disso. De fato, por causa disto, a maioria das Bíblias, de concordância padrão, dão 5 aC como a data de nascimento de Jesus.

Em Lucas, no entanto, uma data completamente diferente é dada. Este Evangelho afirma que Jesus nasceu enquanto Cyrenius era governador da Síria – o mesmo ano em que o imperador Augusto implementou o censo nacional de impostos que levou José e Maria a ir a Belém.

Há dois pontos relevantes a mencionar aqui, os quais estão registrados nos anais judaicos do século I (como As Antiguidades dos Judeus) .Crieno não foi nomeado Governador da Síria até 6 dC, e este foi o próprio ano em que o imperador Augusto implementou o censo, que foi supervisionado pelo próprio Cyrenius.

Ter nascido em duas ocasiões distintas: “antes de 4 AC” e novamente “em AD 6”.
Há um erro em um dos evangelhos?

Não necessariamente – pelo menos não da maneira como as coisas foram originalmente retratadas. Na verdade, estamos olhando para dois nascimentos bastante específicos: o nascimento “físico” de Jesus e seu nascimento “comunitário”.

Estes foram definidos como o “primeiro” e “segundo” nascimentos – o segundo é uma iniciação na sociedade por meio de uma cerimônia ritual de renascimento.

O segundo nascimento para os meninos teve lugar aos doze anos (uma cerimônia em que eles eram novamente ritualisticamente nascidos do ventre de sua mãe).

Infelizmente, os tradutores e transcritores do Evangelho dos últimos dias perderam completamente o significado disso, enquanto que os ensinamentos subsequentes da Igreja combinaram os relatos de Mateus e Lucas em um, dando origem ao absurdo apócrifo sobre uma cena da natividade em um estábulo.

A partir do registro de que Jesus tinha doze anos no ano 6 dC (como dito em Lucas), então ele nasceu em 7 aC, que foi realmente durante o reinado tardio de Herodes, o Grande, como relatado em Mateus.
Mas agora descobrimos o que parece ser outra anomalia.

O Evangelho de Lucas diz que quando Jesus tinha doze anos de idade, seus pais, Maria e José, o levaram para Jerusalém – e caminharam para casa numa jornada de um dia inteiro com seus amigos, antes de perceberem que Jesus não estava em sua festa. Então voltaram para Jerusalém para encontrá-lo no templo, discutindo os negócios de seu pai com os curadores.

Na realidade, que tipo de pais vagariam por um dia inteiro no deserto, sem saber que seu filho de doze anos não estava com eles?

O fato é que o ponto inteiro da passagem foi perdido na tradução, porque havia uma riqueza na diferença entre um filho de doze anos e um filho em seu décimo segundo ano.

Quando um filho, ao completar seus doze anos (isto é, ao completar seu décimo terceiro aniversário) foi iniciado na comunidade na cerimônia de seu segundo nascimento, era considerado como iniciando seu primeiro ano.

Era a raiz original do Bar Mitzvah moderno. Sua próxima iniciação – a iniciação da masculinidade na comunidade – ocorreu em seu nono ano, quando tinha vinte e um anos (a raiz do privilégio dos vinte e um anos). Seguiram-se vários “graus” e o próximo grande teste foi no final de seu décimo segundo ano: aos vinte e quatro anos de idade.

É, portanto, aparente que quando Jesus permaneceu no templo em seu décimo segundo ano, ele tinha na verdade vinte e quatro anos de idade – não doze. Quanto à sua discussão com os curadores, isso seria relacionado com seu próximo grau – o grau definido por seu pai espiritual, cujo negócio ele discutiu.

Naquela época, seu pai espiritual (o patriarca em geral) era Simeão, o Essênio – e vemos, em Lucas, que foi precisamente esse homem (o “justo e devoto Simeão”) que legitimava Jesus sob a lei.

Então, podemos confiar nos Evangelhos?

A resposta a esta pergunta é “sim”, podemos confiar neles até certo ponto, mas não podemos confiar nas versões complicadas e distorcidas que são publicadas e apresentadas hoje.

Depois dos escritos apostólicos originais, os Evangelhos da Igreja primitiva foram escritos em grego característico dos séculos II e III.

Junto com a Bíblia como um todo, eles foram traduzidos para o latim da Igreja no século IV, mas foi mais de mil anos antes de qualquer tradução Inglesa ser feita.

Os Evangelhos de língua inglesa atuais remontam à Bíblia Autorizada compilada para o rei James Stuart VI da Escocia (James I da Inglaterra) no início do século XVII.

Isto foi publicado e posto em circulação não mais de 165 anos antes da Declaração de Independência dos Estados Unidos – apenas alguns anos antes que os primeiros Padres Peregrinos partiram da Inglaterra.

A tradução da Bíblia era, no entanto, um negócio arriscado naqueles dias. Por se atrever a traduzir a Bíblia para o inglês, o reformador do século XIV, John Wycliffe, foi denunciado como um herege e seus livros foram queimados.

No início do século 16 William Tyndale foi executado por estrangulamento na Bélgica, e depois queimado, por traduzir a Bíblia em Inglês.

Um pouco mais tarde, Miles Coverdale (um discípulo de Tyndale) fez outra tradução, mas, nessa fase, a Igreja havia se dividido em duas facções principais. Como resultado, a versão de Coverdale foi aceita pela Igreja Protestante, embora ele permaneceu como um herege aos olhos de Roma.

O problema era que, enquanto o texto impresso permanecesse numa forma obscura de latim, da Igreja, só os bispos podiam entender ou interpretar, e ensinar o que quisessem.

Mas se fosse traduzido em linguagens populares que as pessoas pudessem ler por si mesmas, os ensinamentos da Igreja seriam, sem dúvida, questionáveis.

É a Bíblia traduzida para o Rei James sobre a qual a maioria das edições subsequentes em inglês foram baseadas.

Mas, na prática, esta versão autorizada do século XVII não era uma tradução direta; era principalmente traduzida do grego, em parte do latim e, em certa medida, das obras de outros que haviam feito traduções ilegítimas anteriormente.

Em sua interpretação do Novo Testamento, os linguistas do rei James tentaram apaziguar tanto os protestantes quanto os católicos. Esta era a única maneira de produzir um texto geralmente aceitável, mas sua ambição não foi inteiramente bem sucedida.

Os católicos pensavam que os tradutores estavam se juntando aos protestantes e tentaram explodir o rei James nas casas do Parlamento (o famoso Pólvora), enquanto os protestantes sustentavam que o rei estava aliado aos católicos!

As traduções não se preocupavam apenas com o apaziguamento das denominações; elas também tentaram algo que hoje chamaríamos de “politicamente correto”.

Em um caso, a tradução direta se referia a um grupo de pessoas chamadas “soldados celestiais”, mas isso foi oprimido e “exército celestial” foi inserido. Foi suprimido novamente (uma vez que o conceito de uma unidade armada não era aceitável) para ser substituído por “hoste celestial”.

O problema era que ninguém sabia exatamente o que era uma “hoste”; a palavra tinha sido ressuscitada após séculos de obscuridade para entrar nos dicionários da época com a vaga descrição: “muita gente”.

Na verdade, é bastante surpreendente quantas palavras ambíguas foram trazidas de volta ao uso para facilitar a correção política para a Bíblia do Rei James, enquanto, ao mesmo tempo, William Shakespeare estava fazendo o mesmo em suas peças.

Na verdade, o vocabulário de língua inglesa foi aumentado em mais de cinquenta por cento como resultado de palavras inventadas ou trazidas de volta da névoa do tempo pelos escritores do período.

Assim, embora eminentemente poética, a linguagem da Bíblia Inglesa Autorizada é bastante diferente daquela que já foi dita por qualquer pessoa na Inglaterra ou em qualquer outro lugar, mas, a partir dessa interpretação canônica aprovada, todas as outras Bíblias de língua inglesa surgiram em suas várias formas.

Entretanto, para todas suas falhas e seu teste padrão lindamente projetado do verso, permanece o mais próximo de todas as traduções dos manuscritos gregos originais.

Todas as outras versões anglicizadas (Standard, New English, Revised, Modern, Good News, etc.) foram significativamente corrompidas e são bastante inadequadas para um estudo sério porque cada uma tem sua própria agenda específica.

Uma versão extrema de como isso funciona na prática é encontrada em uma Bíblia atualmente publicada em Papua, no Pacífico da Nova Guiné, onde existem tribos que experimentam familiaridade com nenhum outro animal: somente o porco.

Na edição atual de sua Bíblia, cada animal mencionado no texto, seja originalmente um boi, leão, burro, ovelha ou qualquer outra coisa, é agora um porco. Até mesmo Jesus, o tradicional “cordeiro de Deus”, nesta Bíblia é “o porco de Deus”!

Para facilitar a melhor confiança possível nos Evangelhos, devemos voltar aos manuscritos gregos originais com suas palavras e frases usadas frequentemente em hebraico e aramaico.

A este respeito, descobrimos que (tal como acontece com a história da Natividade) uma boa parte do conteúdo relevante tem sido deturpada, mal interpretada, mal traduzida ou simplesmente perdida no relato.

Às vezes isso aconteceu porque as palavras originais não têm contrapartida direta em outras línguas.

CONTINUA…

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“O Código do Graal é a chave essencial para o governo democrático.”

No curso de nossa jornada, vamos discutir muitos itens que são completamente familiares, mas vamos olhar para eles de uma perspectiva diferente da que normalmente foi transmitida… parece que estamos muitas vezes pisando totalmente no novo, mas, de fato, é apenas o terreno que existia antes de ser acarpetado e oculto por aqueles investidos com interesses de outra espécie.

Hoje vamos embarcar na busca do Santo Graal.


Alguns chamaram-na de Procura Final, mas a Igreja Cristã condenou-a como uma heresia.

Uma heresia cristã é descrita como “uma opinião que é contrária ao dogma ortodoxo dos bispos cristãos” e, nesse sentido, as outras questões que compõem grande parte da pesquisa científica e médica de hoje são igualmente heréticas.

A palavra “heresia” é, em essência, nada mais do que um rótulo derrogatório – um rótulo usado por um estabelecimento da Igreja temeroso que há muito tempo procurou manter o controle da sociedade por medo do desconhecido.

Uma heresia pode, portanto, definir os aspectos da filosofia e da pesquisa que buscam os reinos do desconhecido e que, de tempos em tempos, fornecem respostas e soluções que são bastante contrárias à doutrina da Igreja.

Em termos cristãos, a maior parte da população mundial é herética, porque a Igreja Cristã (que define suas próprias heresias) representa pouco mais de um quarto dessa população. Quanto aos restantes três quartos – os judeus, muçulmanos, budistas, hindus e outros – são, por definição, hereges e infiéis.

Há apenas 365 anos, o cientista italiano Galileu anunciou que a Terra estava em movimento ao redor do Sol (uma descoberta do astrônomo polonês Copérnico) e, para isso, a Igreja o proclamou um herege. Como resultado, Galileu foi levado antes da Inquisição Católica e mantido sob prisão domiciliar por dez anos até que ele morreu.

Logo depois, Isaac Newton perseguiu o conceito de força orbital, mas ele também foi condenado e não foi até recentemente, em 1992, que a Igreja finalmente admitiu que a Terra estava em órbita solar.

Na verdade, foi até o verão de 1996 que a noção de inferno foi abolida pelo Sínodo Geral da Igreja Anglicana, e foi essa própria noção que causou tais problemas para Galileu, Newton e outros.

A Igreja Católica, por outro lado, mantém a noção do Inferno – e assim, aos olhos de Roma, os protestantes anglicanos agora se tornaram hereges a este respeito.

Historicamente, no que diz respeito à Igreja Cristã, a Terra era plana e no centro do Universo.
O Céu estava acima da Terra e o Inferno estava abaixo.

Consequentemente, a Terra tinha que estar imóvel e não poderia estar em movimento orbital, a menos que o Céu e o Inferno se movessem também – o que foi sustentado, e não acontecia.

1996 foi também o ano em que o Papa João Paulo II formalmente reconheceu a Teoria da Evolução de Charles Darwin – proclamando-a “bastante compatível” com a fé cristã. Mas, até agora, todos os cientistas e estudiosos que sustentavam os princípios da evolução foram classificados como hereges.

Além disso, o Vaticano criou um Conselho de Milagres, formado por cientistas, médicos e teólogos. Seu resumo é direto: investigar milagres antigos e modernos para determinar o que funciona e o que não se enquadra na categoria.

Se um raciocínio plausível e aceitável pode ser encontrado para um dito milagre, então ele é retirado da lista de milagres. Se não for esse o caso, o relatório permanece na lista enquanto não for apresentada uma explicação lógica pelo Conselho.

E assim, uma por uma, as heresias de ontem (para as quais tantos foram perseguidos e executados) estão sendo aceitas pelos membros mais racionais da Igreja. Mas há, no entanto, um elemento significativo que prefere manter o velho dogma – criando um cisma moderno na estrutura da própria Igreja.

À medida que os anos progridem, é evidente que a descoberta científica e médica devem derrubar grande parte do dogma religioso medieval que persistiu até os tempos modernos. E, a este respeito, algumas heresias já estão sendo consideradas por uma Igreja que tem pouca opção de fazer outra coisa.

Mas há também outras formas de heresia: heresias com uma base essencialmente espiritual – as heresias que podem ser chamadas pagãs ou ocultistas e aquelas que formam as próprias raízes de outras religiões além do cristianismo.

Depois, há as heresias históricas: aquelas que não se enquadram imediatamente nos domínios da ciência, da medicina ou da filosofia, mas cujos ensaios e questionamentos recaem sobretudo nos historiadores, linguistas e teólogos.

É nesta categoria particular que encontramos a Busca do Cálice Sagrado e, ao prosseguir a Busca, torna-se cada vez mais evidente por que a Igreja declarou tradicionalmente o Graal como sendo uma heresia quando a sociedade em geral percebe o Graal como uma relíquia completamente cristã.

As missões são, pela sua própria natureza, intrigantes e históricas na investigação, esclarecedoras, mas as descobertas de nenhuma delas são de qualquer utilidade a menos que haja aplicações atuais que, assim como a ciência e a medicina, possam semear as sementes de um futuro melhor.

A história não é mais do que a experiência registrada – geralmente a experiência de seus vencedores – e é de bom senso aprender com a experiência de ontem.

Na verdade, é a própria experiência que detém as chaves morais, culturais, políticas e sociais do amanhã – e é nesse contexto que o Santo Graal suporta seu próprio Código Messiânico.

Este é o Código de prática social instituído por Jesus quando lavou os pés de seus apóstolos na Última Ceia. Ela se refere às obrigações de dar e receber “serviço”.

Ela determina que aqueles eleitos em posições de autoridade e influência devem estar sempre conscientes de seus deveres como “representantes” da sociedade, obrigados a servir a sociedade, não presumir autoridade sobre a sociedade.

O Código do Graal é a chave essencial para o governo democrático. Isso é definido como o governo pelas pessoas para o povo. Sem a implementação do Código, nós experimentamos o governo demasiado distante do povo. Este não é um governo democrático.

No curso de nossa jornada, vamos discutir muitos itens que são completamente familiares, mas vamos olhar para eles de uma perspectiva diferente da que normalmente foi transmitida. A este respeito, parece que estamos muitas vezes pisando totalmente no novo, mas, de fato, é apenas o terreno que existia antes de ser acarpetado e oculto por aqueles investidos com interesses de outra espécie.

Somente revolvendo este tapete de dissimulação intencional podemos ter êxito em nossa busca pelo Santo Graal.

Nossa busca começará na Terra Santa da Judéia no tempo de Jesus, e passaremos um bom tempo lá para estabelecer a cena resultante. Nós então progrediremos através de 2000 anos de história até os dias atuais – viajando através da Idade Média passando algum tempo na Europa medieval.

O mistério do Graal continuará na Grã-Bretanha do Rei Arthur e, eventualmente, até nos Estados Unidos, onde americanos como George Washington, John Adams, Benjamin Franklin, Charles Thompson e Thomas Jefferson foram os campeões do Santo Graal como foram o Rei Arthur, Sir Lancelot e Galahad.

O Santo Graal foi descrito como O Livro da Descida Messiânica e carrega o subtítulo A Linhagem Oculta de Jesus Revelada. Isso, claro, indica que Jesus teve filhos e, por implicação, portanto, que ele estava casado. Então ele era casado? Ele tinha filhos? Se assim for, nós sabemos o que aconteceu com eles? Seus descendentes estão vivos hoje?  A resposta a cada uma dessas perguntas é “sim”.

Vamos olhar para a família resultante com algum detalhe, seguindo sua história, século a século – a história de uma dinastia real resoluta: os descendentes herdeiros de Jesus, que lutaram contra todos nas probabilidades de preservar a iniciativa messiânica do Santo Graal.

Nossa história é uma de conspiração; de coroas usurpadas, perseguições, assassinatos e ocultamento injustificado de informações do povo do mundo cristão. É um relato do bom governo e do mau governo; sobre como a realeza patriarcal dos povos foi suplantada pela tirania dogmática e o senhorio ditatorial das terras.

É uma viagem de descoberta atraente: uma visão de eras passadas, mas com seus olhos firmemente fixados no futuro. Esta é a história como foi escrito uma vez, mas nunca foi dita.

Vamos começar com a mais óbvia de todas as perguntas: O que é o Santo Graal? Como o Santo Graal está ligado com os descendentes herdeiros de Jesus? O fato de que Jesus tinha descendentes pode vir como uma surpresa para alguns, mas foi amplamente conhecido na Grã-Bretanha e Europa até o final da Idade Média.

 Na época medieval, a linha de Descendência Messiânica foi definida pela palavra francesa Sangréal – derivada das duas palavras Sang Réal, que significa “Sangue Real”. Este era o Sangue Real de Judá: a linhagem real de Davi que progrediu através de Jesus e seus herdeiros.

Em tradução inglesa, a definição Sangréal tornou-se ‘San Graal’ (como San Francisco). Quando escrito mais plenamente, era “Santo Graal” – a palavra “santo”, é claro, relativo ao “santo”. Então, por um processo linguístico natural, veio o termo mais familiar, ‘Santo Graal’.

Da Idade Média havia uma série de ordens cavalheirescas e militares especificamente ligadas a Realeza Messiânica na Grã-Bretanha e na Europa. Incluíram a Ordem do Reino de Sion e a Ordem do Sepulcro Sagrado.

Mas a mais prestigiosa de todos foi a Ordem Soberana do Sangréal – os Cavaleiros do Santo Graal. Esta era uma ordem dinástica da Casa Real da Escócia de Stewart.

*** A Videira Sagrada e o Sangue Perpétuo de Jesus ***

Em termos simbólicos, o Graal é frequentemente retratado como um cálice que contém o sangue de Jesus; alternativamente como uma videira de uvas.

* O produto da uva é o vinho, e é o cálice e o vinho da tradição do Graal que se assentam no próprio coração da Sagrada Comunhão (a Eucaristia). Neste sacramento, o Cálice Sagrado contém o vinho que representa o sangue perpétuo de Jesus.

É bem evidente que, embora mantendo o antigo costume da Comunhão, a Igreja Cristã convenientemente ignorou e elegeu não ensinar o verdadeiro significado e origem do costume.

Poucas pessoas pensam em perguntar sobre o simbolismo final do sacrifício do Cálice e do Vinho, acreditando que ele vem simplesmente de algumas entradas do Evangelho relacionadas com a Última Ceia.

Qual é o significado do Sangue Perpétuo de Jesus?
Como é perpetuado o sangue de Jesus (ou de qualquer outra pessoa)?

É perpetuado através da família e da linhagem.

Então, por que as autoridades da Igreja optaram por ignorar o significado da “linhagem” do sacramento do Graal? De fato, por que chegaram a denunciar a tradição do Graal e o simbolismo do Graal como heréticos?

O fato é que cada Governo e cada Igreja ensina a forma da história ou do dogma mais propício ao seu próprio interesse. Neste sentido, estamos todos condicionados a receber uma forma muito seletiva de ensino.

Somos ensinados para o que devemos saber, e é-nos dito o que devemos acreditar.

Mas, na maior parte, aprendemos história política e religiosa por meio de propaganda nacional ou clerical, e isso muitas vezes se torna dogma absoluto: ensinamentos que não podem ser desafiados por medo de represálias.

Com relação à atitude da Igreja em relação ao cálice e ao vinho, é evidente que o simbolismo original teve que ser reinterpretado pelos bispos, porque indicava que Jesus tinha filhos e, portanto, que Ele devia ter se unido a uma mulher.

Mas não foram apenas os sacramentos e rituais costumeiros que foram reinterpretados; os próprios evangelhos foram corrompidos para cumprir com o estabelecimento “masculino” da Igreja de Roma – muito parecido com um editor de filme moderno irá ajustar e selecionar as tomadas para alcançar o resultado desejado.

Todos nós estamos familiarizados com os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João – mas que dizer dos outros Evangelhos: os de Felipe, de Tomé, de Maria e de Maria Madalena?

O que dizer de todos os numerosos Evangelhos, Atos e Epístolas que não foram aprovados pelos conselhos da Igreja quando o Novo Testamento foi compilado? Por que eles foram excluídos quando as escolhas foram feitas?

Havia, na verdade, dois critérios principais para a seleção, que foram originalmente determinados no Concílio de Cartago no ano de 397 DC, para serem finalmente ratificados na era posterior do Renascimento.

O primeiro critério foi que os Evangelhos do Novo Testamento devem ser escritos nos nomes dos próprios apóstolos de Jesus. Mateus era, naturalmente, um apóstolo, como era João – mas Marcos não era um apóstolo de Jesus até onde sabemos; Nem foi Lucas; Ambos eram colegas do último São Paulo.

Tomé, por outro lado, foi um dos doze originais e, ainda assim, o Evangelho em seu nome foi excluído. Não só isso, mas, juntamente com vários outros textos, foi condenado a ser destruído. E assim, em todo o mundo mediterrânico, numerosos livros não aprovados foram enterrados e escondidos no século V.

Somente nos últimos tempos alguns destes manuscritos antigos foram descobertos, com a maior das descobertas feitas (depois de 1500 anos) em 1945 em Nag Hammadi, no Egito. Embora esses livros não tenham sido redescobertos até o presente século, eles foram usados abertamente pelos primeiros cristãos.

Alguns deles, incluindo os Evangelhos mencionados, juntamente com o Evangelho da Verdade, o Evangelho dos egípcios e outros, foram mencionados nos escritos do século II de clérigos primitivos como Clemente de Alexandria, Ireneu de Lyon e Orígenes de Alexandria.

Então, por que esses e outros evangelhos apostólicos não foram selecionados?

Porque Havia um segundo critério muito mais importante a considerar – o critério pelo qual, na verdade, a seleção do Evangelho foi realmente feita.

Era, de fato, uma regulação inteiramente sexista que impedia qualquer coisa que sustentasse o status da mulher na Igreja ou na comunidade. De fato, as próprias Constituições Apostólicas da Igreja foram formuladas nessa base.

Elas afirmam: “Não permitimos que nossas mulheres ensinem na Igreja, somente para orar e ouvir os que ensinam. Nosso mestre, quando nos enviou os doze, em nenhum lugar mandou uma mulher; porque a cabeça da mulher é o homem, e não é razoável que o corpo deve governar a cabeça.”

Esta foi uma afirmação ultrajante sem fundamento aparente, mas foi por esta razão que dezenas de evangelhos não foram selecionados, porque eles deixaram bem claro que havia muitas mulheres ativas no ministério de Jesus: mulheres como Maria Madalena, Marta, Helena-Salomé, Maria-Jacó Cleópás e Joana.

Essas não eram apenas discípulas missionárias, mas sacerdotisas por direito próprio, executando as escolas de culto na tradição nazarena.

Em sua epístola aos romanos, São Paulo faz menção específica de suas próprias ajudantes: Phoebe, por exemplo, que ele chamou de uma “irmã da Igreja” – juntamente com Julia, e Priscilla – que “perdeu seu pescoço para a Causa”. As palavras da era do Evangelho estão simplesmente vivas com as mulheres discípulas, mas a Igreja as ignorou todas.

Quando os Preceitos da Disciplina Eclesiástica foram redigidos, eles declararam: “Não é permitido a uma mulher falar na Igreja, nem reivindicar para si uma participação em qualquer função masculina”.

A Igreja de Roma estava tão assustada com as mulheres que Implementou uma regra de celibato para seus sacerdotes – uma regra que se tornou uma lei em 1138: uma regra que persiste hoje.

Mas esta regra nunca foi exatamente o que aparece na superfície, pois nunca foi para a atividade sexual que incomodava a Igreja. O problema mais específico era a intimidade sacerdotal com as mulheres.

Por quê? Porque as mulheres se tornam esposas e mães – e a própria natureza da maternidade é uma perpetuação das linhagens. Foi isso que aborreceu a Igreja: um assunto tabu que, a todo custo, teve de ser separado da necessária imagem de Jesus. No entanto, não era como se a Bíblia tivesse dito algo assim. Na verdade, era exatamente o contrário.

Continua…

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Parte V   aqui
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Lawrence Gardner – Karenlyster.com
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Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!

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Saudações amados!

Esse ano de 2013 será um ano decisivo para todos !
A essência de cada um será testada sobremaneira!

De que material são feitos?

Eu lhes digo: São feitos da essência Divina.

Será um ano em que todas as suas potencialidades virão a tona e as falsas máscaras cairão.
Não haverá como esconder suas verdadeiras essências.
Nós das regiões mais altas os estamos triturando.

De que material são feitos?

Agora iremos descobrir!

Os falsos profetas, os falsos amigos, os falsos amores, a falsa força, a falsa segurança, a falsa bondade!

Tudo ruirá e permanecerá somente o que é verdadeiro, original, nada se poderá ocultar!

Não haverá mais enganos.

Só mesmo aquele que o é em sua verdadeira essência se manifestará e triunfará!

Esse processo é doloroso, esse processo é confuso!

Estamos desnudando todos vocês!

Aquilo que tanto tentaram esconder por éons consecutivos, agora será visível a todos!
.
Nunca uma frase será tão apta:
Mil cairão a sua direita, dez mil a sua esquerda, mas tu não serás atingido.

Permaneçam serenos naquilo que são, não há mais como mudar, bom ou ruim, fraco ou forte, sejam somente o que são.

Eu Metatron, estarei sempre ao seu lado humanidade, guiando-lhe os passos rumo a casa do Pai!

A casa que lhes pertence por direito Divino.

Mensagem enviada por Freya Gan
Sagrada Ordem do Santo Graal – Cavaleiros de Maytreia
Grata Freya!

LUZ!
STELA

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