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“Contrariamente aos Evangelhos, supunha-se que Maria Madalena estivera presente no evento, e concordou-se que a razão pela qual Jesus não tinha passado vinho a Maria na mesa era porque ele a vira rir! “


De acordo com os códigos do escriba interpretados dos Pergaminhos do Mar Morto, toda a ocultação dentro do Novo Testamento é configurada de antemão por alguma outra entrada que explica que a mensagem inerente é “para aqueles com ouvidos para ouvir”.

Uma vez que esses códigos e alegorias são entendidos, eles nunca variam. Como o Dr. Thiering apontou, eles significam a mesma coisa toda vez que eles são usados, e eles são usados toda vez que o mesmo significado é necessário.

Por exemplo, o Evangelho de João explica que Jesus foi chamado de “Palavra/Verbo de Deus”: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. João vai muito longe para explicar a relevância dessa definição e as entradas subsequentes dão detalhes como “o Verbo de Deus estava junto ao lago” e “a Palavra de Deus estava em Samaria”.

Mensagens que transmitem informações sobre fertilidade e vida nova estão estabelecidas na Parábola do Semeador, cuja semente “deu fruto e cresceu”.

Assim, quando se diz que “a Palavra de Deus aumentou”, aqueles “com ouvidos para ouvir” reconheceriam imediatamente que Jesus cresceu – isto é, teve um filho. Há duas dessas entradas nos Atos, e elas caem precisamente em AD 37 e AD 44.

Provavelmente o livro mais deturpado do Novo Testamento é o livro do Apocalipse de São João, o Divino – deturpado pela Igreja, ou seja, não pelo próprio livro. Este livro é bastante diferente de qualquer outro na Bíblia.

Traz terríveis implicações sobrenaturais e sua imagem direta foi corrompida pela Igreja para apresentar o texto como uma espécie de presságio ou profecia de advertência. Mas o livro não é chamado A Profecia ou O Aviso ‘; É chamado de A Revelação.

Então, o que o livro revela?

Cronologicamente, sua história segue os Atos dos Apóstolos e o livro de A Revelação é, de fato, a história contínua de Jesus, Maria Madalena e seus filhos – particularmente o filho mais velho, Jesus Justus.

Ele segue sua vida e detalhes de seu casamento, juntamente com o nascimento de seu próprio filho. Este mal interpretado livro do Novo Testamento não é um presságio ou um aviso como a temível Igreja quer que acreditemos. É precisamente o que diz ser: UMA REVELAÇÃO.

Como vimos anteriormente, sacerdotes ordenados da época eram chamados de “pescadores”; seus ajudantes eram chamados de “pescadores” e os candidatos batismais eram chamados de “peixes”. Jesus tornou-se um pescador ordenado quando entrou no Reino dos Céus, mas até esse tempo (como explicado por São Paulo) ele não exerceu nenhum cargo sacerdotal.

No rito da ordenação, os sacerdotes levitas oficiantes do Santuário davam cinco pães e dois peixes aos candidatos, mas a lei era muito firme na medida em que tais candidatos deviam ser circuncidados judeus. Os gentios e os samaritanos incircuncisos não tinham, de modo algum, esse privilégio.

Na verdade, foi esse costume particular que Jesus havia desrespeitado com a chamada Alimentação dos Cinco Mil, quando ele presumiu o direito a seu próprio ministério liberal oferecendo os pães e os peixes a uma reunião não santificada.

Além de eventualmente se tornar um pescador, Jesus também foi referido como o Cristo – uma definição grega (de Khristos) que significava o Rei.

Ao dizer o nome de Jesus Cristo, estamos realmente dizendo o Rei Jesus, e sua herança real era da Casa Real de Judá (a Casa de David), como mencionado várias vezes nos Evangelhos e nas Epístolas de São Paulo.

A partir de 33 dC, portanto, Jesus emergiu com o status dual de um Sacerdote de Cristo ou, como é mais comumente citado na tradição do Graal, um Rei Pescador.

Esta definição, como veremos, devia tornar-se o ofício hereditário e dinástico dos herdeiros de Jesus, e os Reis Pescadores que se seguiram foram primordiais na contínua Linhagem do Santo Graal.

Antes do nascimento de seu segundo filho em 44 dC, Maria Madalena foi exilada da Judéia após um levante político no qual ela estava implicada. Junto com Filipe, Lázaro e alguns retentores, ela viajou (por acordo com o rei Herodes-Agripa II) para viver na propriedade herodiana perto de Lyon, na Gália (que mais tarde se tornou a França).

Desde os tempos mais antigos, passando pela era medieval, até o grande Renascimento, a fuga de Maria foi retratada em manuscritos iluminados e grandes obras de arte igualmente.

Sua vida e trabalho na França, especialmente na Provença e na região do Languedoc, apareceu não só em obras da história europeia, mas também na liturgia da Igreja Romana – até que sua história foi suprimida pelo Vaticano.

O exílio de Maria Madalena está relacionado no livro de A Revelação, que descreve que ela estava grávida na época. Ele também conta como as autoridades romanas perseguiram Maria, seu filho e seus herdeiros:

“E ela, estando grávida, chorou e sofreu para ser libertada. E eis que um grande dragão vermelho, tendo sete cabeças e sete coroas, estava diante da mulher para devorar seu filho. E ela deu à luz um homem-filho.”

E a mulher fugiu para o deserto. E o dragão se indignou com a mulher, e foi fazer guerra perpetuamente com o remanescente da sua descendência – que têm o testemunho de Jesus Cristo.

Foi na Gália que se dizia que Maria carregava o Sangréal (o Sangue Real: o Santo Graal), e foi na Gália que a famosa linhagem de Jesus e os herdeiros descendentes imediatos de Maria, os Reis Pescadores, floresceram durante 300 anos.

• A Gália é uma região antiga na Europa que corresponde à França moderna, Bélgica, sul dos Países Baixos, sudoeste da Alemanha e norte da Itália.

O lema eterno dos Reis Pescadores era “Em Poder” (empoderado) – inspirado pelo nome de seu antepassado, Boaz (o bisavô do Rei David), cujo nome significava similarmente ‘Empoderado”.
Quando traduzido para o latim, isto se transformou em Fortis, que foi corrompido posteriormente a Anfortas, o nome chave do rei no romance do Graal.

Podemos agora retornar ao simbolismo tradicional do Graal como um cálice contendo o sangue de Jesus.

Podemos também considerar projetos gráficos que remontam muito além da Idade das Trevas, cerca de 3500 aC e, ao fazer isso, descobrimos que um cálice ou uma xícara era o símbolo mais antigo da fêmea. Sua representação era a do Vaso Sagrado – o vaso uterino: o útero.

E assim, ao fugir para a França, Maria Madalena carregou o Sangréal no cálice sagrado de seu ventre – exatamente como o livro do Apocalipse explica. E o nome deste segundo filho era José.

O símbolo tradicional equivalente do macho era uma lâmina ou um chifre, geralmente representado por uma espada ou um unicórnio. Na canção de Salomão do Antigo Testamento e nos Salmos de David, o fértil unicórnio está associado à linha real de Judá – e foi por esta razão que os cátaros de Provença usaram a besta mística para simbolizar a Linhagem do Graal.

Maria Madalena morreu na Provença em 63 dC e, nesse mesmo ano, Jose de Arimathea construiu a famosa capela em Glastonbury, na Inglaterra, como um memorial da Rainha Messiânica.

Esta foi a primeira capela cristã acima do solo no mundo, e no ano seguinte o filho de Maria, Jesus Justus, o dedicou à sua mãe. Jesus o mais novo tinha estado previamente na Inglaterra com Jose de Arimatea na idade de doze, no ANÚNCIO 49.

Foi este evento que inspirou a canção famosa Jerusalem de William Blake: “E aqueles pés na antiguidade, andam em cima das montanhas verdes da Inglaterra”.

Nota: Aqui cantada na missa póstuma para Lady Di. Aqui tem a letra dela.

Mas quem era José de Arimatéia – o homem que assumiu o controle total dos assuntos na Crucificação? E por que a mãe de Jesus, sua esposa e o resto da família aceitaram a intervenção de Jose sem questionar?

Até o ano 900, a Igreja Bizantina (que se separou da Igreja de Roma) decidiu anunciar que José de Arimatéia era o tio da mãe de Jesus, Maria.

E a partir daquele tempo, as representações de José mostram como sendo bastante idoso na Crucificação, quando Mãe Maria tinha cinquenta anos.

Antes do anúncio da Igreja, no entanto, os registros históricos de José representavam um homem muito mais jovem. Ele foi descrito ter morrido na idade de 80, em 27 de julho AD 82, e, portanto, teria 32 anos no momento da crucificação.

De fato, José de Arimatéia não era outro senão o próprio irmão de Jesus Cristo, Tiago, e seu título tinha nada a ver com um nome de lugar.

Na verdade (como Nazaré), o lugar mais tarde apelidado de Arimatéia nunca existiu naqueles tempos. Portanto, não é nenhuma surpresa que José negociou com Pilatos para colocar Jesus no túmulo de sua própria família.

O título hereditário “Arimathea” era uma corrupção inglesa do estilo greco-hebraico ha-Rama-Theo, que significa “Alteza Divina” ou “Alteza Real”, como usamos hoje.

Desde que Jesus era o herdeiro messiânico principal (o Cristo, ou Rei), então seu irmão mais novo, Tiago, era o Príncipe Herdeiro – a Alteza Divina (Real), Rama-Theo.

Na hierarquia nazarena, o Príncipe herdeiro sempre tinha o título patriarcal de “José” – assim como Jesus era um “David” titular e sua esposa era designada uma “Maria”.

No início do século 5, os descendentes de Reis Pescadores de Jesus e Maria, unidos por casamento, fez surgir uma nova dinastia reinante.

Eram os notáveis Reis Merovíngios que fundaram a monarquia francesa e introduziram o famoso emblema da França, o famoso símbolo de gladíolo da glória.

Da sucessão merovíngia, outra linhagem da família estabeleceu um reino judeu totalmente independente no sul da França: o reino da Septimania, que hoje conhecemos como Languedoc.

Além disso, os primeiros príncipes de Toulouse, Aquitaine e Provença foram todos descendentes na linhagem messiânica. Septimania foi concedida especificamente à Casa Real de David em 768, e o Príncipe Bernard de Septimania mais tarde se casou com uma filha do Imperador Carlos Magno.

Também dos Reis Pescadores veio outra importante linhagem paralela de sucessão na Gália. Enquanto os reis merovíngios continuavam a herança patri-linear de Jesus, esta outra linha perpetuava a herança matrilinear de Maria Madalena.

Eram as rainhas dinásticas de Avallon na Borgonha: a Casa do Acqs – que significa “das águas”, um estilo concedido a Maria Madalena nos primeiros dias, quando ela viajou pelo mar para a Provença.

Aqueles que estão familiarizados com a doutrina de Arthur e do Graal terão agora reconhecido o significado desta família messiânica: os Reis Pescadores, as Rainhas de Avallon e a Casa das Acqs (corrompido no romance arturiano para do Lago).

Os herdeiros descendentes de Jesus representaram uma enorme ameaça à Igreja Romana porque eram os líderes dinásticos da verdadeira Igreja Nazarena.

Em termos reais, a Igreja Romana nunca deveria ter existido, pois não passava de um movimento híbrido estrategicamente projetado, composto de várias doutrinas pagãs ligadas a uma base fundamentalmente judaico-cristã.

Jesus nasceu em 7 aC e seu aniversário foi no equivalente a 1 de março, com um aniversário real oficial em 15 de setembro para cumprir a regulamentação dinástica e o mês de Expiação.

Mas, ao estabelecer a Igreja Romana no século IV, o Imperador Constantino ignorou ambas as datas e ditou o dia 25 de dezembro como o Dia da Missa de Cristo – coincidindo com o Festival do Sol pagão com o qual seus súditos imperiais eram familiares.

Mais tarde, no Sínodo de Whitby, realizado na Inglaterra em 664, os bispos expropriaram também o festival celta da Páscoa (Eostre), a Deusa da Primavera e da Fertilidade, e uniram um significado cristão totalmente novo alinhando-o com a Ressurreição de Jesus.

Ao fazê-lo, eles realmente mudaram a data do antigo festival para cortar sua associação tradicional com a Páscoa judaica.

Assim, os dois principais festivais cristãos de hoje (Natal e Páscoa) são invenções romanas espúrias e, historicamente, não têm nada a ver com Jesus. O cristianismo, como o conhecemos, evoluiu como uma religião composta completamente diferente de qualquer outro.

Se Jesus era seu catalisador vivo, então o cristianismo devia se basear corretamente nos ensinamentos do próprio Jesus – os códigos morais e sociais de um ministério tolerante e justo, com o povo como seu usufruidor.

Mas o cristianismo ortodoxo (“igreja”) não se baseia nos ensinamentos de Jesus: centra-se nos ensinamentos dos bispos, que são inteiramente diferentes. Há uma série de razões para isso, a principal das quais é que Jesus foi deliberadamente evitado em favor dos ensinamentos alternativos de Pedro e Paulo: ensinamentos que foram denunciados pela Igreja Nazarena de Jesus e seu irmão Tiago, – ensinamentos que os nazarenos chamaram “a fé dos tolos”.

Só com a retirada de Jesus da linha de frente os papas e os cardeais poderiam ter domínio supremo. Ao instituir formalmente o cristianismo como a religião de Estado de Roma, Constantino declarou que só ele era o verdadeiro Messias Salvador – não Jesus!

Quanto aos Bispos de Roma (os Papas), eles receberam uma descendência apostólica fabricada de São Pedro, uma vez que a legítima descendência messiânica de Jesus e seus irmãos foi mantida dentro da Igreja Nazarena paralela.

A única maneira para a Igreja Romana de conter os herdeiros de Maria Madalena foi desacreditar a própria Maria e negar seu relacionamento nupcial com Jesus.

Mas e o irmão de Jesus, Tiago?
Ele também tinha herdeiros, assim como seus outros irmãos, Simão, José e Judas.

Apesar de todo o seu esforço para forjar uma nova história bíblica, a Igreja não podia escapar aos Evangelhos, que afirmam claramente que Jesus era o “filho primogênito” de Maria Santíssima, e portanto a própria maternidade de Maria também teve de ser reprimida.

Como resultado, os bispos retrataram Mãe Maria como uma virgem e Maria Madalena como uma prostituta – nenhuma dessas descrições foi mencionada em qualquer Evangelho original.

Então, apenas para cimentar a posição de Mãe Maria fora da esfera natural, sua própria mãe, Ana, eventualmente disse ter concebido sua filha por meio de concepção imaculada!

Ao longo do tempo, essas doutrinas artificiais tiveram um efeito generalizado. Mas, nos primeiros dias, foi preciso muito mais para cimentar as ideias porque as mulheres originais da missão nazarena tiveram um seguimento significativo na Igreja Celta.

Entre elas estavam Maria Madalena, Marta, Maria-Jacó Cleópás e Helena-Salomé, cada uma das quais dirigia escolas e missões sociais em todo o mundo mediterrâneo. Essas mulheres tinham sido discípulas de Jesus e amigas íntimas de sua mãe, acompanhando-a à Crucificação, conforme confirmado nos Evangelhos.

** Diante de tais registros, a única salvação da Igreja era denegrir as mulheres por completo; negar-lhes não apenas direitos ao ofício eclesiástico, mas negar-lhes o direito a qualquer status na sociedade.

Por isso, a Igreja declarou que as mulheres eram todas hereges e feiticeiras!

Nisto, os bispos foram auxiliados pelas palavras de Pedro e Paulo, e com base em seus ensinamentos a Igreja Romana foi capacitada a tornar-se completamente sexista. Em sua primeira Epístola a Timóteo, Paulo escreveu: ” Paulo escreveu: ‘Eu não permito que a mulher ensine, nem use de qualquer autoridade sobre o homem, destina-se a estar em silêncio”.

No Evangelho de Filipe, Pedro é citado como dizendo que ‘As mulheres não são dignas da vida’. Os bispos citaram as palavras de Gênesis, ou aparentemente, Deus falou a Eva sobre Adão: “Ele te dominará.”

O Padre Tertuliano da Igreja resumiu toda a atitude romana ao escrever sobre as discípulas emergentes de Maria Madalena: “Essa mulher herege! Como ousam! Elas são descaradas o suficiente para ensinar, engajar-se em argumentos, para batizar. Não é permitido a uma mulher falar na igreja, nem reivindicar uma participação em qualquer função masculina – muito menos no ofício sacerdotal”.

Então, para encerrar tudo, veio o documento mais surpreendente da Igreja Romana, a Ordem Apostólica. Isto foi compilado como uma conversa imaginária entre os apóstolos após a Última Ceia.

Contrariamente aos Evangelhos, supunha-se que Maria Madalena estivera presente no evento, e concordou-se que a razão pela qual Jesus não tinha passado vinho a Maria na mesa era porque ele a vira rir!

Com base nesse documento extraordinário e fictício, os bispos decidiram que, embora Maria pudesse ter sido uma companheira de Jesus, as mulheres não deveriam receber nenhum lugar dentro da Igreja porque não eram importantes!

Mas por que essa atitude sexista persistiu dentro da Igreja até os dias atuais? Porque Maria Madalena teve que ser desacreditada e retirada do cômputo para que seus herdeiros pudessem ser ignorados.

Não obstante o ávido movimento sexista, os herdeiros messiânicos conservaram suas posições sociais fora da Igreja romana. Eles progrediram seus próprios movimentos da Igreja Nazarena e Celta e fundaram reinos “Desposyni” (Herdeiros do Senhor). – na Grã-Bretanha e na Europa.

Eles eram uma ameaça constante para a alta igreja romana e para os monarcas e os governos empoderados por essa Igreja. Na verdade, eles eram a própria razão para a inquisição católica brutal porque sustentavam um código moral e social que era contrário à exigência da Igreja.

Isto foi especialmente evidente durante a Idade da Cavalaria, que abraçou um respeito pela feminilidade, como exemplificado pelos Cavaleiros Templários cujo juramento constitucional apoiou uma veneração da Mãe do Graal, a rainha Maria Madalena.

CONTINUA…

Nota da tradutora: Significado da “FERIDA DO REI PESCADOR” – A Ferida do Rei Pescador está presente hoje no homem moderno, que perdeu por completo o significado e o sentido da existência.
O “Rei Pescador” significa o rei das profundezas do oceano – porque a pescaria era seu único passatempo. Ele sofre de uma ferida incurável, nas pernas e na virilha, sendo incapaz de locomover-se por conta própria. Cavaleiros viajam de diversas terras para curá-lo, mas somente o Escolhido pode completar a tarefa. *A ferida que não cicatriza é uma referência à dor causada pela imperfeição de seu ser. Enquanto ferido, o seu reino sofre assim como ele, e sua impotência afeta a fertilidade da terra, tornando-a estéril. Sua Ferida só cicatrizaria quando o herói do Graal lhe fizesse a pergunta: “Para que serve o Graal?”. Assim, o encontro com o Graal torna‐se indispensável.

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
Por Lawrence Gardner, Karenlyster.com
http://www.karenlyster.com/body_bookish1.html
Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!

LUZ!
STELA

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/2017/05/linhagem-do-santo-graal-parte-v.html


Parte I aqui

“Os relatos referem-se à estada israelita no Egito e contam seu êxodo … explicam que não foi Moisés, mas Miriam quem foi a líder espiritual das tribos que atravessaram o Mar Vermelho para o Monte Sinai.”

Na sua primeira Epístola a Timóteo, S. Paulo tinha dito que um bispo deveria estar casado e que ele deveria ter filhos, pois um homem com experiência da sua própria família está muito melhor qualificado para cuidar da Igreja.

Mas, embora as autoridades da Igreja romana alegassem defender o ensino de São Paulo em particular, optaram por desconsiderar completamente essa diretriz explícita para se adequarem aos seus próprios fins, de modo que o estado civil de Jesus pudesse ser estrategicamente ignorado.

Não obstante o celibato da Igreja, a imagem solteira de Jesus estava em desacordo com outros escritos da época do Evangelho e foi abertamente impugnada para o domínio público, e a perpetuação da verdade foi proclamada como uma heresia punível (há apenas 450 anos) – Conselho italiano de Trento em 1547 – o ano que Henry VIII Tudor morreu na Inglaterra.

É, no entanto, não apenas o Novo Testamento cristão que sofre com essas restrições sexistas. Um processo de edição similar foi aplicado ao Antigo Testamento hebraico, tornando-o convenientemente adequado para ser adicionado à Bíblia cristã.

Isto é feito aparentemente por um par de entradas que ignoraram o escrutínio dos editores.

Os livros de Josué e 2-Samuel referem-se ambos à importância do livro mais antigo de Jasher. Mas onde está este livro? Como tantos outros de igual importância, não pode ser encontrado na Bíblia!
O livro de Jasher ainda existe? Certamente que sim.

O pergaminho hebraico, de quase 2 metros, era uma joia da Corte do Imperador Carlos Magno e a tradução do livro de Jasher foi a razão pela qual a Universidade de Paris foi fundada no ano 800 – mais de um século antes da agora familiar versão dO Antigo Testamento fosse compilada.

Jasher/Josué era o mensageiro pessoal de Moisés, e os escritos atribuídos a ele são de enorme significado. Os relatos referem-se à estada israelita no Egito e contam seu êxodo em Canaã.

Mas diferem consideravelmente da versão da história que conhecemos hoje. Eles explicam que não foi Moisés, mas Miriam quem foi a líder espiritual das tribos que atravessaram o Mar Vermelho para o Monte Sinai.

Naquela época, os judeus nunca tinham ouvido falar de Jeová; eles adoravam a deusa Asherah e seus líderes espirituais eram em grande parte do sexo feminino.

De fato, Miriam colocou tal problema para Moisés na tentativa de criar um novo ambiente na dominação masculina que ele a aprisionou, e os israelitas se levantaram contra Moisés para garantir a libertação de Miriam. Isto está no livro de Jasher, mas não está na Bíblia.

Evangelhos

Vamos agora para onde a história cristã começou – para os próprios Evangelhos. E, ao fazer isso, vamos primeiro considerar o que os Evangelhos realmente nos dizem, contra o que talvez pensemos o que eles nos dizem.

Todos aprendemos o que nos ensinam sobre os Evangelhos nas salas de aula e nas igrejas.
Mas o ensino está corretamente relacionado? É sempre conforme as escrituras escritas?

Na verdade, é bastante surpreendente o quanto aprendemos com os púlpitos ou livros ilustrados sem verificar o texto bíblico.

A própria Natividade é um bom exemplo.

É amplamente aceito que Jesus nasceu num estábulo – mas os Evangelhos não dizem isso. Na verdade, não existe nenhum “estábulo” mencionado em nenhum Evangelho autorizado.

A Natividade não é mencionada em Marcos ou João, e Mateus mostra claramente que Jesus nasceu “numa casa”.

Então, de onde veio a ideia do estábulo?

Ela veio de uma interpretação errônea do Evangelho de Lucas que relata que Jesus foi “posto em uma manjedoura” (não “nascido”, como muitas vezes mal citado, mas “posto”) e uma manjedoura era, e ainda é, nada mais do que uma caixa de alimentação para animal.

Na prática, era perfeitamente comum que as caixas fossem usadas como berços de emergência e, muitas vezes, eram trazidas para dentro para esse propósito.

Então, por que tem sido presumido que esta manjedoura em particular estava em um estábulo?

Porque as traduções inglesas de Lucas nos dizem que não havia “espaço na estalagem”.
Porém, o velho manuscrito de Lucas não disse isso.

Na verdade, não havia pousadas na região – os viajantes alojados em casas particulares e hospitalidade familiar era uma forma normal de vida naqueles dias.

De fato, se realmente precisamos ser precisos, também não havia estábulos na região.

‘Stable’ é uma palavra inglesa que define especificamente um lugar para manter cavalos. Mas poucos, exceto alguns oficiais romanos, usaram cavalos na Judeia do século I – eles usavam principalmente mulas e bois que, se mantidos sob cobertura, teriam estado em algum tipo de dependência – certamente não estábulo.

Quanto à pousada mítica, o texto grego original de Lucas não diz que não havia “espaço na estalagem”. Com a melhor tradução, ele realmente afirma que não havia “provisão na sala” (isto é, “no topos kataluma”).

Como mencionado, Mateus declara que Jesus nasceu em uma casa e, quando corretamente traduzido, Lucas revela que Jesus foi colocado numa manjedoura – enquanto não há berço fornecido no quarto.

Assim como no assunto do nascimento de Jesus, nós devemos olhar a cronologia, porque os dois Evangelhos que tratam da Natividade realmente dão datas diferentes para o evento.

De acordo com Mateus, Jesus nasceu no reinado de Herodes o Grande, que debatia o evento com os Magos e, aparentemente, ordenou o assassinato dos bebês.

Herodes morreu no ano 4 aC – assim sabemos por Mateus que Jesus nasceu antes disso. De fato, por causa disto, a maioria das Bíblias, de concordância padrão, dão 5 aC como a data de nascimento de Jesus.

Em Lucas, no entanto, uma data completamente diferente é dada. Este Evangelho afirma que Jesus nasceu enquanto Cyrenius era governador da Síria – o mesmo ano em que o imperador Augusto implementou o censo nacional de impostos que levou José e Maria a ir a Belém.

Há dois pontos relevantes a mencionar aqui, os quais estão registrados nos anais judaicos do século I (como As Antiguidades dos Judeus) .Crieno não foi nomeado Governador da Síria até 6 dC, e este foi o próprio ano em que o imperador Augusto implementou o censo, que foi supervisionado pelo próprio Cyrenius.

Ter nascido em duas ocasiões distintas: “antes de 4 AC” e novamente “em AD 6”.
Há um erro em um dos evangelhos?

Não necessariamente – pelo menos não da maneira como as coisas foram originalmente retratadas. Na verdade, estamos olhando para dois nascimentos bastante específicos: o nascimento “físico” de Jesus e seu nascimento “comunitário”.

Estes foram definidos como o “primeiro” e “segundo” nascimentos – o segundo é uma iniciação na sociedade por meio de uma cerimônia ritual de renascimento.

O segundo nascimento para os meninos teve lugar aos doze anos (uma cerimônia em que eles eram novamente ritualisticamente nascidos do ventre de sua mãe).

Infelizmente, os tradutores e transcritores do Evangelho dos últimos dias perderam completamente o significado disso, enquanto que os ensinamentos subsequentes da Igreja combinaram os relatos de Mateus e Lucas em um, dando origem ao absurdo apócrifo sobre uma cena da natividade em um estábulo.

A partir do registro de que Jesus tinha doze anos no ano 6 dC (como dito em Lucas), então ele nasceu em 7 aC, que foi realmente durante o reinado tardio de Herodes, o Grande, como relatado em Mateus.
Mas agora descobrimos o que parece ser outra anomalia.

O Evangelho de Lucas diz que quando Jesus tinha doze anos de idade, seus pais, Maria e José, o levaram para Jerusalém – e caminharam para casa numa jornada de um dia inteiro com seus amigos, antes de perceberem que Jesus não estava em sua festa. Então voltaram para Jerusalém para encontrá-lo no templo, discutindo os negócios de seu pai com os curadores.

Na realidade, que tipo de pais vagariam por um dia inteiro no deserto, sem saber que seu filho de doze anos não estava com eles?

O fato é que o ponto inteiro da passagem foi perdido na tradução, porque havia uma riqueza na diferença entre um filho de doze anos e um filho em seu décimo segundo ano.

Quando um filho, ao completar seus doze anos (isto é, ao completar seu décimo terceiro aniversário) foi iniciado na comunidade na cerimônia de seu segundo nascimento, era considerado como iniciando seu primeiro ano.

Era a raiz original do Bar Mitzvah moderno. Sua próxima iniciação – a iniciação da masculinidade na comunidade – ocorreu em seu nono ano, quando tinha vinte e um anos (a raiz do privilégio dos vinte e um anos). Seguiram-se vários “graus” e o próximo grande teste foi no final de seu décimo segundo ano: aos vinte e quatro anos de idade.

É, portanto, aparente que quando Jesus permaneceu no templo em seu décimo segundo ano, ele tinha na verdade vinte e quatro anos de idade – não doze. Quanto à sua discussão com os curadores, isso seria relacionado com seu próximo grau – o grau definido por seu pai espiritual, cujo negócio ele discutiu.

Naquela época, seu pai espiritual (o patriarca em geral) era Simeão, o Essênio – e vemos, em Lucas, que foi precisamente esse homem (o “justo e devoto Simeão”) que legitimava Jesus sob a lei.

Então, podemos confiar nos Evangelhos?

A resposta a esta pergunta é “sim”, podemos confiar neles até certo ponto, mas não podemos confiar nas versões complicadas e distorcidas que são publicadas e apresentadas hoje.

Depois dos escritos apostólicos originais, os Evangelhos da Igreja primitiva foram escritos em grego característico dos séculos II e III.

Junto com a Bíblia como um todo, eles foram traduzidos para o latim da Igreja no século IV, mas foi mais de mil anos antes de qualquer tradução Inglesa ser feita.

Os Evangelhos de língua inglesa atuais remontam à Bíblia Autorizada compilada para o rei James Stuart VI da Escocia (James I da Inglaterra) no início do século XVII.

Isto foi publicado e posto em circulação não mais de 165 anos antes da Declaração de Independência dos Estados Unidos – apenas alguns anos antes que os primeiros Padres Peregrinos partiram da Inglaterra.

A tradução da Bíblia era, no entanto, um negócio arriscado naqueles dias. Por se atrever a traduzir a Bíblia para o inglês, o reformador do século XIV, John Wycliffe, foi denunciado como um herege e seus livros foram queimados.

No início do século 16 William Tyndale foi executado por estrangulamento na Bélgica, e depois queimado, por traduzir a Bíblia em Inglês.

Um pouco mais tarde, Miles Coverdale (um discípulo de Tyndale) fez outra tradução, mas, nessa fase, a Igreja havia se dividido em duas facções principais. Como resultado, a versão de Coverdale foi aceita pela Igreja Protestante, embora ele permaneceu como um herege aos olhos de Roma.

O problema era que, enquanto o texto impresso permanecesse numa forma obscura de latim, da Igreja, só os bispos podiam entender ou interpretar, e ensinar o que quisessem.

Mas se fosse traduzido em linguagens populares que as pessoas pudessem ler por si mesmas, os ensinamentos da Igreja seriam, sem dúvida, questionáveis.

É a Bíblia traduzida para o Rei James sobre a qual a maioria das edições subsequentes em inglês foram baseadas.

Mas, na prática, esta versão autorizada do século XVII não era uma tradução direta; era principalmente traduzida do grego, em parte do latim e, em certa medida, das obras de outros que haviam feito traduções ilegítimas anteriormente.

Em sua interpretação do Novo Testamento, os linguistas do rei James tentaram apaziguar tanto os protestantes quanto os católicos. Esta era a única maneira de produzir um texto geralmente aceitável, mas sua ambição não foi inteiramente bem sucedida.

Os católicos pensavam que os tradutores estavam se juntando aos protestantes e tentaram explodir o rei James nas casas do Parlamento (o famoso Pólvora), enquanto os protestantes sustentavam que o rei estava aliado aos católicos!

As traduções não se preocupavam apenas com o apaziguamento das denominações; elas também tentaram algo que hoje chamaríamos de “politicamente correto”.

Em um caso, a tradução direta se referia a um grupo de pessoas chamadas “soldados celestiais”, mas isso foi oprimido e “exército celestial” foi inserido. Foi suprimido novamente (uma vez que o conceito de uma unidade armada não era aceitável) para ser substituído por “hoste celestial”.

O problema era que ninguém sabia exatamente o que era uma “hoste”; a palavra tinha sido ressuscitada após séculos de obscuridade para entrar nos dicionários da época com a vaga descrição: “muita gente”.

Na verdade, é bastante surpreendente quantas palavras ambíguas foram trazidas de volta ao uso para facilitar a correção política para a Bíblia do Rei James, enquanto, ao mesmo tempo, William Shakespeare estava fazendo o mesmo em suas peças.

Na verdade, o vocabulário de língua inglesa foi aumentado em mais de cinquenta por cento como resultado de palavras inventadas ou trazidas de volta da névoa do tempo pelos escritores do período.

Assim, embora eminentemente poética, a linguagem da Bíblia Inglesa Autorizada é bastante diferente daquela que já foi dita por qualquer pessoa na Inglaterra ou em qualquer outro lugar, mas, a partir dessa interpretação canônica aprovada, todas as outras Bíblias de língua inglesa surgiram em suas várias formas.

Entretanto, para todas suas falhas e seu teste padrão lindamente projetado do verso, permanece o mais próximo de todas as traduções dos manuscritos gregos originais.

Todas as outras versões anglicizadas (Standard, New English, Revised, Modern, Good News, etc.) foram significativamente corrompidas e são bastante inadequadas para um estudo sério porque cada uma tem sua própria agenda específica.

Uma versão extrema de como isso funciona na prática é encontrada em uma Bíblia atualmente publicada em Papua, no Pacífico da Nova Guiné, onde existem tribos que experimentam familiaridade com nenhum outro animal: somente o porco.

Na edição atual de sua Bíblia, cada animal mencionado no texto, seja originalmente um boi, leão, burro, ovelha ou qualquer outra coisa, é agora um porco. Até mesmo Jesus, o tradicional “cordeiro de Deus”, nesta Bíblia é “o porco de Deus”!

Para facilitar a melhor confiança possível nos Evangelhos, devemos voltar aos manuscritos gregos originais com suas palavras e frases usadas frequentemente em hebraico e aramaico.

A este respeito, descobrimos que (tal como acontece com a história da Natividade) uma boa parte do conteúdo relevante tem sido deturpada, mal interpretada, mal traduzida ou simplesmente perdida no relato.

Às vezes isso aconteceu porque as palavras originais não têm contrapartida direta em outras línguas.

CONTINUA…

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DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
Por Lawrence Gardner, Karenlyster.com
http://www.karenlyster.com/body_bookish1.html
Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br
Grata Vilma!

LUZ!
STELA

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/2017/05/linhagem-do-santo-graal-parte-ii.html

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